Cães de Aluguel
Outubro 15, 2008
O primeiro Tarantino é difícil de esquecer. Cru, extremamente violento, com uma rajada de diálogos que se cortam como num tiroteio, Cães de Aluguel (Reservoir Dogs) se tornou um jovem clássico. São inúmeras as qualidades para se apontar na primeira obra datada de 1992 do, hoje, consagrado e cult diretor. A trama do filme é sobre um assalto mal sucedido a uma joalheria. E as conseqüências que levam os criminosos, que só se conheceram no dia do golpe e que não sabem um o nome do outro (se chamam por cores, como Mr.Green ou Mr.Black), a buscarem quem entre eles é um informante da polícia. Nesse mar de intriga, algumas seqüências podem ser assinaladas como fundamentais e imprescindíveis para a consolidação da obra. Desse modo, escolherei três cenas que acredito serem memoráveis nessa película.
Dificilmente hoje, a apresentação dos personagens seria notada ou tida como especial. Cada criminoso é encarado pelo vídeo. Os gângsters descendo a rua, enquanto a câmera mantém uma imagem num quase em 2D. A cena remete não só a uma apresentação básica de personagens de muitos dos atuais videogames de luta, mas também aos faroestes em que os pistoleiros vão de encontro com seus destinos. Confira a foto:
A outra cena é a cena que dá início ao filme, quando os bandidos estão tomando café e fazendo analogias sobre dar ou não gorjeta e sobre o real significado da música Like a Virgin, da Madonna. Diálogos memoráveis, todos falando ao mesmo tempo, no melhor clima de conversa de boteco. Mas a melhor seqüência é a do interrogatório. Poderia comentar ela, mas após assistir a uma suecada (ou fan clone), resolvo deixar aqui para vocês assistirem. O melhor fica pela dança sádica do interrogador.
