A primeira noite de um homem

novembro 13, 2008

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São raros os filmes que se inserem no gênero comédia romântica voltada para os jovens que apresentam uma história original. É desse modo que chegamos A primeira noite de um homem (The Graduate,1967), uma aula de cinema, ganhador do Oscar de melhor diretor para Mike Nichols. Essa antiga obra conta a história de um jovem recém-formado na universidade (Dustin Hoffman) indeciso com as decisões que deve tomar para o seu futuro. Se sentindo oprimido em uma festa de boas-vindas dada por seus pais em sua homenagem, acaba levando a mulher do sócio de seu pai para casa. Lá, a Sra. Robinson o seduz e o jovem acaba perdendo sua virgindade. Metade do filme se desenvolve nessa trama, criando cenas engraçadas a partir da inexperiência do jovem. Entretanto, é quando os pais do jovem Benjamin o obrigam a sair com Elaine, filha da Sra. Robinson (Anne Bancroft), que a história realmente cresce e se torna hilária. Pois, Benjamin se apaixona por Elaine (Katharine Ross) e precisa travar uma batalha para conseguir tê-la.

Durante o longa-metragem testemunhamos uma série de clássicas cenas. Entre elas, posso destacar a abertura no aeroporto em que a câmera acompanha Benjamin sendo levado pela escada rolante até seu destino. Essa básica seqüência, que foi homenageada por Quentin Tarantino em Jackie Brown, já deixa implícita a indecisão do jovem quanto ao seu futuro. Realçada pelo fato de se deixar levar pelo destino. Outra clássica cena é quando o cartaz é recriado em tela. Ao fundo Benjamin observa com cara de bobo a perna de uma mulher que está colocando sua meia-calça. Mas a grande seqüência fica reservada para o fim da obra, quando Benjamin vai até uma igreja impedir que os pais de Elaine a casem com outro rapaz. O rapaz arma um escândalo na Igreja, briga com o pai da noiva e todos os convidados e para sair balança violentamente uma cruz para se defender. É correspondido por Elaine que o acompanha. Ao fim, utiliza a cruz para trancar a saída, deixando todos presos dentro da Igreja. Espetacular. Para quem quiser assistir, aperte o play no vídeo abaixo:

A primeira noite de um homem ainda conta com uma ótima trilha sonora. Encabeçada pela música do Lemonheads, a música “Sra. Robinson” se tornou um clássico imediato. Provavelmente, você já ouviu a canção. Na parte inicial do vídeo acima, escutamos um trecho dela. Além de levar o Oscar de melhor diretor, o filme concorreu a mais 5 categorias.

 

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São raros os filmes que possuem uma continuação tão boa, ou melhor, do que seu antecessor. Esse é o caso da 30° obra abordada na Sessão Influência Cinematográfica. Exterminador do Futuro 2 (1991) é um longa de ação composto por um incrível número de cenas feitas digitalmente (uma novidade na época). Mas o que torna esse filme memorável é o fato de transformar o tema ficção científica em campeão de bilheteria. Pois, foi a partir desse filme que surgiu a enxurrada de blockbusters que passaram a unir tramas com muita pancadaria, diversão e doses de ficção, como Independence Day, MIB e Matrix, filme que consolidou definitivamente o gênero.

Temos um roteiro bem construído e um satisfatório desenvolvimento dos personagens principais e seus conflitos, refletido nas constantes preocupações com o futuro do homem, exemplificado na cena em que John Connor não permite que sua mãe assassine o inventor da máquina que dará as máquinas à auto-suficiência, passando uma mensagem de que nem sempre os fins justificam os meios. Embora, o grande ponto alto de Exterminador 2 são as intermináveis e criativas seqüências de ação.

Diante de tudo isso, citar uma única cena é difícil, já que poderia discorrer sobre a assombrosa perseguição na meia hora inicial de filme, porém existe uma seqüência que acabou ficando marcada no imaginário popular. Próximo ao fim do filme, T-800 (Arnold Schwarzenegger) tenta matar o vilão T-1000 (Robert Patrick), que foi sendo congelado pelo nitrogênio. Então, no melhor estilo faroeste, o T-800 puxa sua pistola e antes de atirar, dispara a seguinte fala: “Hasta la vista, Baby”. Excepcional e marcante cena. É claro que, depois veríamos que não foi o suficiente para matar o andróide T-1000.

O longa-metragem ganhou qautro Oscars, nas categorias de Melhor efeitos especiais, melhor maquiagem, melhor som e melhor edição de som.

 

Um amor para recordar

novembro 11, 2008

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Um amor para recordar (2002) é o tipo de filme que se torna clássico por sua extrema pieguice. Apelando para todos os clichês do gênero romance adolescente, o longa-metragem busca comover e sensibilizar o telespectador com uma forçada história de amor. A enorme quantidade de fãs que possui (sua principal comunidade do Orkut possui mais de um milhão e duzentos mil pessoas), passa a mensagem de que conseguiu e por isso a obra merece ser comentada na Sessão Influência Cinematográfica.

Numa cidade do interior, um popular rapaz acostumado a festas e líderes de torcida conhece uma menina sensível, aparentemente feia, muito tímida, mas inteligente. Em pouco tempo, os dois se apaixonam. Isso gera um confronto no mundo dos dois, fazendo com quem provem o seu amor para os outros. Quando isso acontece, a moça tenta se afastar do menino para preservá-lo de alguma futura dor. Me diga, você nunca viu nenhum filme com essa mesma trama (talvez, com pequenas variações)? Além disso, temos o nome da película que já entrega o resultado da obra. Pois, se um amor é para recordar, então, no mínimo, esperamos que esse amor ou essa pessoa não exista mais.

Entretanto, esse filme estrelado por Shane West (E.R) e Mandy Moore (uma cantora pop americana) parece perfeito para se assistir com a namorada. Já que a previsibilidade do longa, garante uma noite de entretenimento que apela para o sentimental sem que para isso seja necessário pensar muito.
Entre os vários momentos clichês, busquei a cena em que Jamie (Mandy) canta numa peça de colégio, que também participava o seu par Landon (Shane).

 

Napoleão Dynamite

novembro 10, 2008

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Hoje, na Sessão Influência Cinematográfica abordarei um longa-metragem independente. Napoleão Dynamite (2004) é uma comédia nostálgica e melancólica que acompanha alguns dias da vida do nerd que dá título ao filme. Essa obra é consideravelmente recente ao contrário das outras comentadas aqui, mas merece ser citada por conseguir criar um humor que funciona basicamente sem piadas. Isso mesmo. As risadas surgem das idiotas situações em que se metem o personagem título, sua família e seu único amigo – um mexicano que deseja vencer a eleição para ser presidente de classe. E isso basta para agradar. Já que com um custo de apenas R$ 400 mil, o filme conseguiu arrecadar mais de 43 milhões nos cinemas americanos.

Entre as inúmeras cenas memoráveis, posso citar quando seu tio, um ex-jogador universitário frustrado, arremessa um enorme pedaço de bife como se fosse uma bola de futebol americano em direção a Napoleão ou quando ele convida uma guria ao baile por intermédio de uma carta e junto manda uma horrível caricatura da menina. Existem outras ótimas partes, como os créditos iniciais ou as constantes surras que Napoleão leva dos valentões do colégio, mas o destaque fica pra cena final de dança. Essa parte é uma das mais bizarras do filme e rapidamente se tornou mania nos EUA. Assista a excêntrica, hilária e contagiante dança de Napoleão.

 

Amadeus

novembro 9, 2008

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Filmes com mais de três horas de duração costumam cansar o público. Ainda mais quando se tratam de obras que retratam uma época antiga e possuem como principal elemento a música clássica. Mas é esse último quesito que transforma Amadeus (1984) em um entretenimento merecedor de compor a sessão Influência Cinematográfica. Conhecemos a vida de Wolfgang Amadeus Mozart através do invejoso olhar do esforçado músico Salieri. E é dessa forma que vamos sendo guiados por um caminho em que nem mesmo toda disciplina, trabalho e persistência do primeiro, conseguem se impor contra toda a genialidade de Mozart.

É difícil buscar uma única cena e destacá-la como mais impactante. Entretanto, existem algumas passagens que possibilitam transmitir um pouco da beleza e inventividade do filme. Há um momento em que a mulher de Mozart procura Salieri buscando vender as partituras do seu marido. Nesse instante, quando Salieri começa a ler o que seu rival tinha criado, somos surpreendidos pela música sendo tocada na imaginação do artista. Do mesmo modo, quando ele olha para a mulher de Mozart a música simplesmente pára. Além disso, o olhar espantado ao mesmo tempo em que horrorizado pelo fato de alguém criar algo tão tocante é perturbador e nos dá a medida certa para entender a genialidade de Mozart.

O nome Amadeus foi escolhido, ao invés de Mozart, por significar “Amado de Deus”. Amadeus ganhou oito Oscars, nessas categorias: Melhor filme, Melhor diretor para Milos Forman, Melhor ator para F. Murray Abraham, Melhor direção de arte, Mmelhor figurino, Melhor maquiagem, Melhor som e Melhor Roteiro adaptado. Recebeu ainda mais três indicações.

Para quem não conhece o longa-metragem, deixarei aqui o trailer.

 

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Existem filmes que conseguem transmitir um prazer mórbido ao telespectador. No caso de Se7ven – Os sete pecados capitais (1996), obra abordada hoje, você se sente instigado a imaginar como acontecerá a próxima morte e de que forma o assassino planeja encerrar seus crimes. Esse é o tipo de obra que você fica fascinado com o vilão e, dessa forma, os investigadores possuem a mesma função de quem assiste. Pois, acontece que em nenhum momento você imagina os detetives (interpretados aqui por Brad Pitt e Morgam Freeman) evitando novos assassinatos, mas sim que eles servirão unicamente como ponte para que se possa compreender melhor a mente de um sujeito perturbado.

Para descobrir como pensa John Doe (Kevin Spacey) somos apresentados ao seu trabalho. E são essas as cenas que tornam o filme inesquecível. Pois, planejar crimes detalhadamente, cada um baseado em um pecado capital, é algo maleficamente brilhante. Entre os sete, o meu favorito é o da inveja, no fim da obra, que acaba levando ao da ira. A tensão narrativa que o filme consegue impor antes de se chegar a esse clímax é absurda. A conversa no carro entre os policiais e o criminoso enquanto vão se encaminhando para o local do último ato é sensacional e serve como exemplo de diálogos para se construir em um roteiro. Bom, acompanhem a cena que traz o último pecado capital desse ótimo filme:

Meu primeiro amor

novembro 7, 2008

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A obra que abordarei hoje, na sessão Influência Cinematográfica se tornou outro grande clássico da Sessão da Tarde. Meu primeiro amor (1991), clássico global aborda a história do inocente amor entre duas crianças. A amizade transformada em romance logo foi interrompida pela cruel interferência da morte. E foi esse brutal acontecimento que marcou a mente dos jovens que assistiram ao longa-metragem. O descobrimento efêmero do amor e a necessidade de se estar próximo daquele por qual se nutre uma paixão, marcaram época transformando a obra em memorável.

Existem duas cenas que se tornaram marcantes nessa obra. A primeira, obviamente é do desengonçado beijo entre as duas crianças. Simples, bobo, plausível. A segunda é a cena que comove, busca fazer refletir e tentar impor um sentimentalismo de perda. É no velório de Thomas. Mas o destaque fica por conta da jovem Vada e o sentimento de dor que ela consegue transmitir.

Meu primeiro amor conta com uma ótima trilha sonora. O destaque fica pela canção My Girl, que dá o título original ao filme. Entre os atores, fica a recordação do jovem Macaulay Culkin e de seu par Anna Chlumsky. Abaixo, coloco um vídeo que traz a canção embalando algumas cenas do filme. Assista:

 

Os Suspeitos

novembro 6, 2008

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Quem é Keyzer Soze? Essa é a pergunta que leva ao filme que abordarei hoje na sessão Influência Cinematográfica. O mistério que envolve esse personagem, um calculista e perigoso assassino em Os Suspeitos (1995) é o que torna a obra inesquecível. Dirigido por Bryan Singer (X-Men e Super-Homem), o longa-metragem pode se encaixar na rara categoria de entretenimento que tentam enganar o espectador e conseguem realizar isso com sucesso. O roteiro inteligente, bem elaborado e conduzido é o responsável pela eficiência do filme.

Para quem nunca assistiu a essa brilhante obra, a trama começa após a morte de 27 pessoas em uma explosão em um cais. Existem duas testemunhas do crime, sendo que uma está à beira da morte e um ladrão com uma deficiência física que escapou ileso. Depois de tomar o depoimento do bandido, fica óbvia a participação de Keyzer Soze, um impiedoso e misterioso húngaro, foi quem planejou o golpe. No meio disso tudo, vários sobreviventes desapareceram e um resgate de 91 milhões é pedido. Assim, o delegado começa a pressionar o sobrevivente da destruição do cais.

Não se enganem o filme tem um ritmo devagar, passando todo através de um interrogatório. Assim, não existe um momento marcante nessa obra, porque justamente a construção do vilão é que dá intensidade para o longa-metragem. Mas para tudo isso dar certo é preciso uma grande atuação e Kevin Spacey consegue. Além desse, o filme ganhou o Oscar de melhor roteiro original. E por esse trabalho foi reconhecido pela academia levando o Oscar de melhor ator coadjuvante. Porque se existem grandes momentos são quando Roger “Verbal” Kint (personagem de Spacey) fala. A dicção do ator aliado ao modo de falar é sensacional. E próprio nome do personagem vem para reforçar isso. Já que “Verbal Kint” surge como um trocadilho para o “Rei das palavras”.

Como acredito que muitos ainda não tiveram a oportunidade de conferir esse filme, deixarei um trailer legendado. Confiram:

 

O Clube dos Cinco

novembro 5, 2008

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Hoje, trataremos de outro grande clássico da Sessão da Tarde. Clube dos cinco (1985) fez carreira na telinha global, cultivando pessoas de todas as idades com sua temática sobre as relações e necessidade constante de afirmação dos jovens no ensino médio. O filme busca refletir como nos importamos com nossas aparências, como necessitamos ser identificado com este ou aquele grupo para se sentir seguro, acolhido e aceito. A trama que instiga todos os adolescentes aliada a quantidade de vezes que o filme foi reprisado na Globo, o tornam mais do que indicado para a sessão Influência Cinematográfica.

A história gira em torno de cinco estudantes que precisam cumprir uma detenção no sábado de manhã, no colégio em que estudam. Assim, temos o atleta Andrew, o delinqüente John, a estranha Allison, o CDF Brian e a princesinha Claire. Inicialmente, as personalidades são tão diferentes que acabam gerando atrito, mas logo os adolescentes começam a compartilhar suas experiências. E é desse modo que percebem como são parecidos.

Entre as grandes cenas desse clássico juvenil, a que mais gosto e que mais recordo é quando Brian, o mais inteligente, escreve uma redação refletindo a opinião dos cinco dizendo quem pensavam ser. Como não achei o vídeo na internet, esse é o conteúdo do documento.

“Caro Sr. Vernon,

Aceitamos o fato de passarmos o Sábado no castigo por o que quer que seja que tenhamos feito errado. O que fizemos foi errado. Mas aceitamos que o Sr. É louco por nos passar uma redação descrevendo quem achamos ser. Desde quando se importa? O Sr. nos vê como quer ver. Nos termos mais simples, as definições mais convenientes. O Sr. nos vê como um cérebro, um atleta, uma louca, uma princesa e um criminoso. Certo?”

O Clube dos cinco foi escrito em apenas dois dias. O diretor e roteiristas era John Hughes (o mesmo de Curtindo a vida adoidado). No elenco, tínhamos Emílio Estevez (Andrew), Anthony Michael Hall (Brian), Judd Nelson (John), Ally Sheedy (Allison) e Molly Ringwald (Claire).

Caso alguém queira assistir ao filme, segue o link para download:

Clube dos cinco: http://www.megaupload.com/pt/?d=ZYK6DFW8 (Dublado)

Sociedade dos Poetas Mortos

novembro 4, 2008

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Acredito que todos que já passaram pelos bancos escolares tiveram professores que trouxeram muito mais que os ensinamentos da matéria. Um docente com métodos pouco ortodoxos que acaba transformando a vida de seus alunos com ideais, até então inexplorados. Bom, eu tive alguns educadores que modificaram minha forma de enxergar o mundo, que me deixaram mais crítico e curioso, que me fizeram sonhar e ser utópico. Isso é algo que faz uma aula se tornar em um aprendizado sobre a vida. Entre os filmes que já assisti, Sociedade dos Poetas Mortos (1989) é o que faz isso com mais competência e por isso merece figurar na Sessão Influência Cinematográfica.

A Sociedade dos poetas mortos vista na obra é uma reunião de amigos que buscam sugar a essência da vida, vivendo através da poesia e usando pseudônimos de poetas mortos, criando histórias e mitos, buscando dessa forma encontrar uma existência mais prazerosa e profunda. Tudo isso a partir da influência do novo professor de literatura. A história se passa em 1959, num colégio interno. O veterano Robin Willians encabeça um elenco recheado de jovens atores (com destaque para Etham Hawke e Robert Sean Leonard) e dirigido por Peter Weir (Show de Truman). O filme concorreu em três categorias do Oscar (Melhor diretor, ator para Robin Willians e filme).

Esse longa-metragem possui vários méritos, entre eles podemos citar a bela fotografia que consegue transmitir os conflitos dos alunos, a excelente direção, a ótima atuação de Robin Willians. Assim, escolher uma cena e destacar é difícil, mas existe uma cena que sempre considerei uma das mais intensas do filme. É o momento em que o aluno Anderson se descobre poeta. Para quem quiser acompanhar, assista esse vídeo legendado. São apenas 3 minutos, acompanhe: