A primeira noite de um homem

São raros os filmes que se inserem no gênero comédia romântica voltada para os jovens que apresentam uma história original. É desse modo que chegamos A primeira noite de um homem (The Graduate,1967), uma aula de cinema, ganhador do Oscar de melhor diretor para Mike Nichols. Essa antiga obra conta a história de um jovem recém-formado na universidade (Dustin Hoffman) indeciso com as decisões que deve tomar para o seu futuro. Se sentindo oprimido em uma festa de boas-vindas dada por seus pais em sua homenagem, acaba levando a mulher do sócio de seu pai para casa. Lá, a Sra. Robinson o seduz e o jovem acaba perdendo sua virgindade. Metade do filme se desenvolve nessa trama, criando cenas engraçadas a partir da inexperiência do jovem. Entretanto, é quando os pais do jovem Benjamin o obrigam a sair com Elaine, filha da Sra. Robinson (Anne Bancroft), que a história realmente cresce e se torna hilária. Pois, Benjamin se apaixona por Elaine (Katharine Ross) e precisa travar uma batalha para conseguir tê-la.

Durante o longa-metragem testemunhamos uma série de clássicas cenas. Entre elas, posso destacar a abertura no aeroporto em que a câmera acompanha Benjamin sendo levado pela escada rolante até seu destino. Essa básica seqüência, que foi homenageada por Quentin Tarantino em Jackie Brown, já deixa implícita a indecisão do jovem quanto ao seu futuro. Realçada pelo fato de se deixar levar pelo destino. Outra clássica cena é quando o cartaz é recriado em tela. Ao fundo Benjamin observa com cara de bobo a perna de uma mulher que está colocando sua meia-calça. Mas a grande seqüência fica reservada para o fim da obra, quando Benjamin vai até uma igreja impedir que os pais de Elaine a casem com outro rapaz. O rapaz arma um escândalo na Igreja, briga com o pai da noiva e todos os convidados e para sair balança violentamente uma cruz para se defender. É correspondido por Elaine que o acompanha. Ao fim, utiliza a cruz para trancar a saída, deixando todos presos dentro da Igreja. Espetacular.

A primeira noite de um homem ainda conta com uma ótima trilha sonora. Encabeçada pela música do Lemonheads, a música “Sra. Robinson” se tornou um clássico imediato. Provavelmente, você já ouviu a canção. Na parte inicial do vídeo acima, escutamos um trecho dela. Além de levar o Oscar de melhor diretor, o filme concorreu a mais 5 categorias.

 

Exterminador do Futuro 2: O julgamento Final

São raros os filmes que possuem uma continuação tão boa, ou melhor, do que seu antecessor. Esse é o caso da 30° obra abordada na Sessão Influência Cinematográfica. Exterminador do Futuro 2 (1991) é um longa de ação composto por um incrível número de cenas feitas digitalmente (uma novidade na época). Mas o que torna esse filme memorável é o fato de transformar o tema ficção científica em campeão de bilheteria. Pois, foi a partir desse filme que surgiu a enxurrada de blockbusters que passaram a unir tramas com muita pancadaria, diversão e doses de ficção, como Independence Day, MIB e Matrix, filme que consolidou definitivamente o gênero.

Temos um roteiro bem construído e um satisfatório desenvolvimento dos personagens principais e seus conflitos, refletido nas constantes preocupações com o futuro do homem, exemplificado na cena em que John Connor não permite que sua mãe assassine o inventor da máquina que dará as máquinas à auto-suficiência, passando uma mensagem de que nem sempre os fins justificam os meios. Embora, o grande ponto alto de Exterminador 2 são as intermináveis e criativas seqüências de ação.

Diante de tudo isso, citar uma única cena é difícil, já que poderia discorrer sobre a assombrosa perseguição na meia hora inicial de filme, porém existe uma seqüência que acabou ficando marcada no imaginário popular. Próximo ao fim do filme, T-800 (Arnold Schwarzenegger) tenta matar o vilão T-1000 (Robert Patrick), que foi sendo congelado pelo nitrogênio. Então, no melhor estilo faroeste, o T-800 puxa sua pistola e antes de atirar, dispara a seguinte fala: “Hasta la vista, Baby”. Excepcional e marcante cena. É claro que, depois veríamos que não foi o suficiente para matar o andróide T-1000.

O longa-metragem ganhou qautro Oscars, nas categorias de Melhor efeitos especiais, melhor maquiagem, melhor som e melhor edição de som.

Um amor para recordar

Um amor para recordar (2002) é o tipo de filme que se torna clássico por sua extrema pieguice. Apelando para todos os clichês do gênero romance adolescente, o longa-metragem busca comover e sensibilizar o telespectador com uma forçada história de amor. A enorme quantidade de fãs que possui (sua principal comunidade do Orkut possui mais de um milhão e duzentos mil pessoas), passa a mensagem de que conseguiu e por isso a obra merece ser comentada na Sessão Influência Cinematográfica.

Numa cidade do interior, um popular rapaz acostumado a festas e líderes de torcida conhece uma menina sensível, aparentemente feia, muito tímida, mas inteligente. Em pouco tempo, os dois se apaixonam. Isso gera um confronto no mundo dos dois, fazendo com quem provem o seu amor para os outros. Quando isso acontece, a moça tenta se afastar do menino para preservá-lo de alguma futura dor. Me diga, você nunca viu nenhum filme com essa mesma trama (talvez, com pequenas variações)? Além disso, temos o nome da película que já entrega o resultado da obra. Pois, se um amor é para recordar, então, no mínimo, esperamos que esse amor ou essa pessoa não exista mais.

Entretanto, esse filme estrelado por Shane West (E.R) e Mandy Moore (uma cantora pop americana) parece perfeito para se assistir com a namorada. Já que a previsibilidade do longa, garante uma noite de entretenimento que apela para o sentimental sem que para isso seja necessário pensar muito.

Entre os vários momentos clichês, busquei a cena em que Jamie (Mandy) canta numa peça de colégio, que também participava o seu par Landon (Shane).

Napoleão Dynamite

Hoje, na Sessão Influência Cinematográfica abordarei um longa-metragem independente. Napoleão Dynamite (2004) é uma comédia nostálgica e melancólica que acompanha alguns dias da vida do nerd que dá título ao filme. Essa obra é consideravelmente recente ao contrário das outras comentadas aqui, mas merece ser citada por conseguir criar um humor que funciona basicamente sem piadas. Isso mesmo. As risadas surgem das idiotas situações em que se metem o personagem título, sua família e seu único amigo – um mexicano que deseja vencer a eleição para ser presidente de classe. E isso basta para agradar. Já que com um custo de apenas R$ 400 mil, o filme conseguiu arrecadar mais de 43 milhões nos cinemas americanos.

Entre as inúmeras cenas memoráveis, posso citar quando seu tio, um ex-jogador universitário frustrado, arremessa um enorme pedaço de bife como se fosse uma bola de futebol americano em direção a Napoleão ou quando ele convida uma guria ao baile por intermédio de uma carta e junto manda uma horrível caricatura da menina. Existem outras ótimas partes, como os créditos iniciais ou as constantes surras que Napoleão leva dos valentões do colégio, mas o destaque fica pra cena final de dança. Essa parte é uma das mais bizarras do filme e rapidamente se tornou mania nos EUA. Assista a excêntrica, hilária e contagiante dança de Napoleão.

Amadeus

Filmes com mais de três horas de duração costumam cansar o público. Ainda mais quando se tratam de obras que retratam uma época antiga e possuem como principal elemento a música clássica. Mas é esse último quesito que transforma Amadeus (1984) em um entretenimento merecedor de compor a sessão Influência Cinematográfica. Conhecemos a vida de Wolfgang Amadeus Mozart através do invejoso olhar do esforçado músico Salieri. E é dessa forma que vamos sendo guiados por um caminho em que nem mesmo toda disciplina, trabalho e persistência do primeiro, conseguem se impor contra toda a genialidade de Mozart.

É difícil buscar uma única cena e destacá-la como mais impactante. Entretanto, existem algumas passagens que possibilitam transmitir um pouco da beleza e inventividade do filme. Há um momento em que a mulher de Mozart procura Salieri buscando vender as partituras do seu marido. Nesse instante, quando Salieri começa a ler o que seu rival tinha criado, somos surpreendidos pela música sendo tocada na imaginação do artista. Do mesmo modo, quando ele olha para a mulher de Mozart a música simplesmente pára. Além disso, o olhar espantado ao mesmo tempo em que horrorizado pelo fato de alguém criar algo tão tocante é perturbador e nos dá a medida certa para entender a genialidade de Mozart.

O nome Amadeus foi escolhido, ao invés de Mozart, por significar “Amado de Deus”. Amadeus ganhou oito Oscars, nessas categorias: Melhor filme, Melhor diretor para Milos Forman, Melhor ator para F. Murray Abraham, Melhor direção de arte, Mmelhor figurino, Melhor maquiagem, Melhor som e Melhor Roteiro adaptado. Recebeu ainda mais três indicações.

Se7en: Os sete pecados capitais

Existem filmes que conseguem transmitir um prazer mórbido ao telespectador. No caso de Se7ven – Os sete pecados capitais (1996), obra abordada hoje, você se sente instigado a imaginar como acontecerá a próxima morte e de que forma o assassino planeja encerrar seus crimes. Esse é o tipo de obra que você fica fascinado com o vilão e, dessa forma, os investigadores possuem a mesma função de quem assiste. Pois, acontece que em nenhum momento você imagina os detetives (interpretados aqui por Brad Pitt e Morgam Freeman) evitando novos assassinatos, mas sim que eles servirão unicamente como ponte para que se possa compreender melhor a mente de um sujeito perturbado.

Para descobrir como pensa John Doe (Kevin Spacey) somos apresentados ao seu trabalho. E são essas as cenas que tornam o filme inesquecível. Pois, planejar crimes detalhadamente, cada um baseado em um pecado capital, é algo maleficamente brilhante. Entre os sete, o meu favorito é o da inveja, no fim da obra, que acaba levando ao da ira. A tensão narrativa que o filme consegue impor antes de se chegar a esse clímax é absurda. A conversa no carro entre os policiais e o criminoso enquanto vão se encaminhando para o local do último ato é sensacional e serve como exemplo de diálogos para se construir em um roteiro.

Meu primeiro amor

A obra que abordarei hoje, na sessão Influência Cinematográfica se tornou outro grande clássico da Sessão da Tarde. Meu primeiro amor (1991), clássico global aborda a história do inocente amor entre duas crianças. A amizade transformada em romance logo foi interrompida pela cruel interferência da morte. E foi esse brutal acontecimento que marcou a mente dos jovens que assistiram ao longa-metragem. O descobrimento efêmero do amor e a necessidade de se estar próximo daquele por qual se nutre uma paixão, marcaram época transformando a obra em memorável.

Existem duas cenas que se tornaram marcantes nessa obra. A primeira, obviamente é do desengonçado beijo entre as duas crianças. Simples, bobo, plausível. A segunda é a cena que comove, busca fazer refletir e tentar impor um sentimentalismo de perda. É no velório de Thomas. Mas o destaque fica por conta da jovem Vada e o sentimento de dor que ela consegue transmitir.

Meu primeiro amor conta com uma ótima trilha sonora. O destaque fica pela canção My Girl, que dá o título original ao filme. Entre os atores, fica a recordação do jovem Macaulay Culkin e de seu par Anna Chlumsky.

Os Suspeitos

Quem é Keyzer Soze? Essa é a pergunta que leva ao filme que abordarei hoje na sessão Influência Cinematográfica. O mistério que envolve esse personagem, um calculista e perigoso assassino em Os Suspeitos (1995) é o que torna a obra inesquecível. Dirigido por Bryan Singer (X-Men e Super-Homem), o longa-metragem pode se encaixar na rara categoria de entretenimento que tentam enganar o espectador e conseguem realizar isso com sucesso. O roteiro inteligente, bem elaborado e conduzido é o responsável pela eficiência do filme.

Para quem nunca assistiu a essa brilhante obra, a trama começa após a morte de 27 pessoas em uma explosão em um cais. Existem duas testemunhas do crime, sendo que uma está à beira da morte e um ladrão com uma deficiência física que escapou ileso. Depois de tomar o depoimento do bandido, fica óbvia a participação de Keyzer Soze, um impiedoso e misterioso húngaro, foi quem planejou o golpe. No meio disso tudo, vários sobreviventes desapareceram e um resgate de 91 milhões é pedido. Assim, o delegado começa a pressionar o sobrevivente da destruição do cais.

Não se enganem o filme tem um ritmo devagar, passando todo através de um interrogatório. Assim, não existe um momento marcante nessa obra, porque justamente a construção do vilão é que dá intensidade para o longa-metragem. Mas para tudo isso dar certo é preciso uma grande atuação e Kevin Spacey consegue. Além desse, o filme ganhou o Oscar de melhor roteiro original. E por esse trabalho foi reconhecido pela academia levando o Oscar de melhor ator coadjuvante. Porque se existem grandes momentos são quando Roger “Verbal” Kint (personagem de Spacey) fala. A dicção do ator aliado ao modo de falar é sensacional. E próprio nome do personagem vem para reforçar isso. Já que “Verbal Kint” surge como um trocadilho para o “Rei das palavras”.

O clube dos cinco

Hoje, trataremos de outro grande clássico da Sessão da Tarde. Clube dos cinco (1985) fez carreira na telinha global, cultivando pessoas de todas as idades com sua temática sobre as relações e necessidade constante de afirmação dos jovens no ensino médio. O filme busca refletir como nos importamos com nossas aparências, como necessitamos ser identificado com este ou aquele grupo para se sentir seguro, acolhido e aceito. A trama que instiga todos os adolescentes aliada a quantidade de vezes que o filme foi reprisado na Globo, o tornam mais do que indicado para a sessão Influência Cinematográfica.

A história gira em torno de cinco estudantes que precisam cumprir uma detenção no sábado de manhã, no colégio em que estudam. Assim, temos o atleta Andrew, o delinqüente John, a estranha Allison, o CDF Brian e a princesinha Claire. Inicialmente, as personalidades são tão diferentes que acabam gerando atrito, mas logo os adolescentes começam a compartilhar suas experiências. E é desse modo que percebem como são parecidos.

Entre as grandes cenas desse clássico juvenil, a que mais gosto e que mais recordo é quando Brian, o mais inteligente, escreve uma redação refletindo a opinião dos cinco dizendo quem pensavam ser. Como não achei o vídeo na internet, esse é o conteúdo do documento.

“Caro Sr. Vernon,
Aceitamos o fato de passarmos o Sábado no castigo por o que quer que seja que tenhamos feito errado. O que fizemos foi errado. Mas aceitamos que o Sr. É louco por nos passar uma redação descrevendo quem achamos ser. Desde quando se importa? O Sr. nos vê como quer ver. Nos termos mais simples, as definições mais convenientes. O Sr. nos vê como um cérebro, um atleta, uma louca, uma princesa e um criminoso. Certo?”

O Clube dos cinco foi escrito em apenas dois dias. O diretor e roteiristas era John Hughes (o mesmo de Curtindo a vida adoidado). No elenco, tínhamos Emílio Estevez (Andrew), Anthony Michael Hall (Brian), Judd Nelson (John), Ally Sheedy (Allison) e Molly Ringwald (Claire).

Caso alguém queira assistir ao filme, segue o link para download:
Clube dos cinco:
http://www.megaupload.com/pt/?d=ZYK6DFW8 (Dublado)

Sociedade dos poetas mortos

Acredito que todos que já passaram pelos bancos escolares tiveram professores que trouxeram muito mais que os ensinamentos da matéria. Um docente com métodos pouco ortodoxos que acaba transformando a vida de seus alunos com ideais, até então inexplorados. Bom, eu tive alguns educadores que modificaram minha forma de enxergar o mundo, que me deixaram mais crítico e curioso, que me fizeram sonhar e ser utópico. Isso é algo que faz uma aula se tornar em um aprendizado sobre a vida. Entre os filmes que já assisti, Sociedade dos Poetas Mortos (1989) é o que faz isso com mais competência e por isso merece figurar na Sessão Influência Cinematográfica.

A Sociedade dos poetas mortos vista na obra é uma reunião de amigos que buscam sugar a essência da vida, vivendo através da poesia e usando pseudônimos de poetas mortos, criando histórias e mitos, buscando dessa forma encontrar uma existência mais prazerosa e profunda. Tudo isso a partir da influência do novo professor de literatura. A história se passa em 1959, num colégio interno. O veterano Robin Willians encabeça um elenco recheado de jovens atores (com destaque para Etham Hawke e Robert Sean Leonard) e dirigido por Peter Weir (Show de Truman). O filme concorreu em três categorias do Oscar (Melhor diretor, ator para Robin Willians e filme).

Esse longa-metragem possui vários méritos, entre eles podemos citar a bela fotografia que consegue transmitir os conflitos dos alunos, a excelente direção, a ótima atuação de Robin Willians. Assim, escolher uma cena e destacar é difícil, mas existe uma cena que sempre considerei uma das mais intensas do filme. É o momento em que o aluno Anderson se descobre poeta.

A vida de David Gale

A primeira vez que assisti A vida de David Gale (2003) sai perplexo do cinema. Não só havia visto um filme que trazia uma questão difícil de se posicionar (a pena de morte), como também apresentava todos os aspectos de um grande filme. Na época, fiquei chocado pela forma que os acontecimentos vão se dando e pelo dramático final. As atuações de Kevin Spacey e Kate Winslet eram soberbas e a discussão em torno do longa-metragem levanta inúmeras questões que nunca tinham passado pela minha cabeça.

Foi com essa imagem que esse final de semana fui rever a obra. Precisava lembrar de detalhes do filme. Foi estranho e decepcionante. Aquele entretenimento intenso e com profundas discussões havia desaparecido. Em seu lugar, uma história piegas sobre um professor de filosofia que deseja provar como a pena de morte é falha tomou o lugar. Durante o tempo de projeção, embora seja o assunto principal e motivo da obra, não vi reflexões sobre a validade ou não desse poder único que se pode dar a um Estado: o direito de tirar legalmente a vida de alguém. A história se passa no Texas, estado americano que mais mata, chegando a ser responsável por 50% das execuções feitas nos EUA.

Decepcionado por ter perdido aquela obra que tanto gostava, fui atrás de algo que trouxesse, dentro de um programa de entretenimento, uma razoável discussão sobre a pena de morte. Encontrei um episódio de uma série de advogados chamada Justiça Sem Limites (Boston Legal). É o episódio final da primeira temporada e trata da defesa de um negro com Q.I de 80, que não sabe se cometeu o crime e foi coagido a confessar, no Texas. A atuação de Alan Shore (James Spader), o defensor do réu, é esplêndida.

Assim, para quem deseja acompanhar esse episódio, deixo alguns links em que você pode baixar o programa.

Boston Legal – 1×17 Death be not proud (Seasson finale) – Megaupload Sendspace

Gênio Indomável

Hoje, falaremos sobre um dos mais bem realizados dramas de formação e redenção. O 20° filme da Influência Cinematográfica busca fazer um retrato dos jovens americanos. Gênio Indomável (1997) é dirigido por Gus van Sant e traz em seu elenco Matt Damon, Bem Affleck e Robbin Williams. A trama gira em torno de Will Hunting (Damon), um jovem super dotado, que possui inúmeras passagens pela polícia. Mesmo com toda essa inteligência, prefere desperdiçar seu tempo trabalhando numa construtora com seus amigos. Após se envolver em mais uma briga é obrigado por lei a fazer tratamento com terapeutas. Passa por vários profissionais até se identificar com um, provavelmente por ser tantos problemas quanto ele. Nesse ponto, começa a se delinear caminhos para que esse jovem e seu novo amigo desenvolvam soluções para ambos.

Essa obra não possui uma cena marcante o suficiente para se destacar das outras. A película é uma construção de seqüências que concluem em um final lógico e recompensador. É difícil perceber e crescer junto com os personagens, mas é isso que o filme pede. Esse sentimento de evolução de um jovem com talento é que faz o filme ser marcante. Mesmo assim, ainda destacarei uma seqüência que traz boa parte da carga dramática que o longa-metragem possui.

Como drama de formação, a obra traz uma ótima curiosidade. Os atores Matt Damon e Ben Affleck passavam uma época difícil. Eles estavam cansados de pegarem papéis insignificantes e resolveram criar um roteiro para que pudessem atuar em algum projeto interessante. Criaram Gênio Indomável e foram bater na porta de vários estúdios. Todos queriam comprar os roteiros, mas nenhum deles concordava em colocar dois atores desconhecidos no filme. Foi quando conseguiram o ingresso do ator Robin Williams no elenco. A partir dali conseguiram um estúdio. O resultado final foram nove indicações ao Oscar. Venceram duas: Melhor Roteiro Original para Matt Damon e Ben Affleck e o Oscar de Melhor ator coadjuvante para Robin Williams.

Psicopata Americano

O primeiro elemento que chama atenção de Psicopata Americano (2000) são suas cenas de violência. Mas o filme é muito mais do que isso. Denso e cínico, a obra não perde a oportunidade de criticar uma sociedade vazia de significado e de valores. A época que a história se passa são o final dos anos 80. Um executivo de sucesso, noivo e extremamente entediado com tudo que o cerca começa, indiscriminadamente, a matar pessoas. Tudo isso para sentir algum prazer. A crítica a sociedade pode ser entendida como uma amostra do que a moderna humanidade está se tornando, no caso, em um amontoado de jovens bem cuidados exteriormente, mas que em seu interior são podres e sujos. Esse filme catapultou para o sucesso Christian Bale. O elenco ainda contava com Reese Witherspoon, Chloë Sevigny e Willen Dafoe. O curioso fica pela trilha sonora, escolhida pelo serial killer Patrick Bateman (Bale), que vai de Whitney Houston, Phil Collins e Robert Palmer.

Apenas o resumo dessa história e a forma magistral que o filme é contado já o fazem ter espaço na sessão Influência Cinematográfica. Mas a cena que faz eu me recordar desse filme é uma bem específica. Na cena, o personagem de Bale havia pagado para duas prostitutas prestarem seus serviços da forma que ele quisesse. Após começarem a ter relações ele morde uma das mulheres. A outra assustada fica sem reação. É quando ele vai até o armário e puxa uma serra elétrica e a sai perseguindo pelo apartamento. Essa seqüência termina de um modo fulminante.

Não consegui encontrar apenas essa parte separada, em compensação achei o filme dividido e legendado em várias partes no youtube.

O Poderoso Chefão

A primeira vez que assiste O Poderoso Chefão (a trilogia), deveria ter cerca de 12 anos. Por acaso, na locadora, ainda na época do VHS, não havia grandes lançamentos e por indicação de um funcionário da loja, acabei levando o filme. Sem expectativas. Sem saber o que me esperava. Foi um choque. Uma mistura de sentimentos que raramente se abatem sobre uma pessoa, a não ser que ela esteja diante de uma obra-prima. Ao menos assim me parece até hoje. Cada tomada, enquadramento, composição do ambiente, atuação, tudo transformava aquela história em mais do que um simples entretenimento. Depois de assistir às três horas de cada filme, fiquei atordoado. O único objetivo que tinha era de repetir a experiência. Passei a alugar todos os filmes que continham mafiosos, uma família criminosa italiana ou que enfocassem minimamente algum aspecto que remetesse ao clássico de Coppola. Os anos se passaram, novos filmes foram lançados, mas nunca aquela sensação foi repetida. Por isso, comecei a rever O Poderoso Chefão. Já nem saberia mais dizer quantas vezes sentei e apreciei novamente a obra.

Quando criança, o gosto pelos tiroteios, pelo poder exercido por Don Coleone, pela incrível resolução do primeiro filme eram os motivos que mais me exaltavam. Revisitar a obra me ajudou com isso. Passei a ver mais do que aquilo. Passei a perceber as mudanças que vão se afligindo sobre o caráter das pessoas. Aprendi mais sobre os personagens e com isso me senti capacitado para entender melhor o comportamento humano. Não que quando criança, eu tenha visto o filme de uma forma imatura ou errada. Mas, tornar a revê-lo trouxe uma nova leitura, uma nova sensação. E isso que alça esse filme a um nível extraordinário. A cada final de semana chuvoso, a cada dia entediante, eu me sinto bem após assisti-lo. Se há um filme que define a sessão Influência Cinematográfica é este! Imagino que este post tenha ficado pessoal demais, mas todo o sentimento de nostalgia que me traz lembrar da obra só pode ser matado de uma forma. Assistindo. Então, aproveite você também e vá atrás do longa.

Que fim levou?

O saudoso diretor Ed Rooney, de Curtindo a vida adoidado, foi um ator que teve seu talento reconhecido no cinema e na tv. Ao longo dos anos participou de vários filmes aclamados pela crítica e amados pelo público. Jeffrey Jones, 62 anos, atuou em: Amadeus, Os fantasmas se divertem, Advogado do Diago. Dr. Dolitle 2 e Stuart Litle. Ao todo, são mais de 50 filmes no currículo do interprete. Recentemente pode ser visto como ator regular na brilhante Deadwood, da HBO. A trama gira em torno do surgimento de uma cidade no meio oeste americano e a chegada de um novo delegado que tenta instaurar a lei no local. Na série, Jefrrey interpretava A. W. Merrick, o único jornalista da cidade. Nela, embora este não seja o foco principal, discussões éticas sobre a melhor forma de noticiar o desenvolvimento do lugar e as pressões pela publicação de fatos que contribuíssem numa melhor imagem do garimpo eram constantes.

A nota lamentável fica pela prisão do ator em 2003, por posse de pornografia infantil e por ter pagado para fazer sexo com um rapaz de 14 anos. A pena foi branda e Jeffrey precisou apenas fazer um tratamento com uma profissional para controlar seus instintos. Além de ter seu nome no rol de criminosos sexuais.

Réquiem para um sonho

Como o último filme comentado aqui, esse também traz uma música que sempre o identifica. Entretanto, ao contrário da canção do The Verve, tocada na seqüência final de Segundas Intenções, a música do gênero trance psicodélico (vertente do eletrônico) Juice, da dupla de djs Banzi e Riktam, conhecidos como GMS (Growling Mad Scients), toca constantemente em Réquiem para um sonho, atormentando tanto os espectadores como os personagens da obra. Esse longa-metragem de 2000 é o segundo dirigido por Darren Aronofsky (o anterior foi Pi e o posterior chama-se Fonte da Vida) e é uma adaptação do livro Last Exit Brooklyn, nunca traduzido para o português.

Eu poderia chamar atenção para os outros aspectos do filme, principalmente sobre a história com sua visão desesperadora sobre os vícios, sonhos e aspirações de quatro personagens. Mas isso não cairia bem aqui. Prefiro falar do título cult que a película alcançou. Isso, obviamente tem relação com o tema a ser explorado em tela. Embora, o que chama atenção, é a montagem realizada. Enquanto um filme tradicional, com cerca de 100 minutos possui de 600 a 700 cortes Réquiem para um sonho, tem mais de dois mil. Só relatei esses números para ficar clara à sensação de desconforto com o que passa na tela. Todas as angústias e sensações vívidas pelos personagens são partilhadas com o telespectador.

Bom, antes eu havia falado da música que preenche a mente juntamente com os takes que nunca se completam, sempre sendo cortados antes que cheguem a um fim.

Segundas intenções

Primeiro grande beijo lésbico adolescente que eu assisti no cinema. Real, muito bonito, extremamente ousado. Esse é motivo principal que me leva a escolher esse filme para compor a sessão Influência Cinematográfica. Simples e direto. Segundas Intenções (1999) é um jogo de sedução feito para um público jovem. Com um elenco de jovens atores (relativamente) conhecidos e em ascensão, como: Sarah Michelle Gellar (Buffy), Ryan Phillippe e Reese Witherspoon (Legalmente Loira), essa obra juntava muitas das aspirações dos jovens. Riqueza, conforto, beleza e claro, sua dose de inveja, ciúme, traições e chantagens. O filme logo ficou alçado como cinema cult, embora seja muito conhecido, tudo isso pelo apelo sexual que gera em todos os públicos. Ao beijo lésbico, as cenas de incitação sexual, o longa-metragem trazia uma trilha sonora marcante. Entre todas as músicas, uma se tornou o hino do filme. Aquele som que remete imediatamente as cenas assistidas. A música encerra a obra. Confira a seqüência final, ao som de Bittersweet Symphony, do The Verve:

A sensualidade dos personagens é posta à prova a cada cena. E o resultado não poderia ser melhor. Com um custo de produção de 11 milhões, o filme não fez sucesso imediato nos cinemas, mas sim nas locadoras que adquiriu seu status de obra referenciada. Buscando ganhar mais algum dinheiro com essa obra, logo foram feitas duas improváveis seqüências, no melhor estilo caça níquel.

Pânico

Na 15° influência cinematográfica desse blog, falaremos de um filme que sozinho, basicamente, criou um novo gênero. Pânico (1996) é uma produção de terror adolescente dirigida por Wes Craven. Mas o que essa obra tem de mais? Simples. Conseguiu alavancar um gênero, o de terror, que por anos passava por um ostracismo. E isso foi feita de uma forma bem simples. Ao invés de monstros ou assassinos deformados, utilizaram aqui, alguma pessoa normal com um intenso e confuso desejo pela morte. Mas esse não é o mérito maior do longa. E sim, sua capacidade de conseguir parodiar o próprio gênero. Percebam Randy (o personagem viciado por filmes de terror) que a todo instante solta regras e convenções para descobrir quem vai sobreviver nesse tipo de obra. E vejam como no filme esses preceitos são seguidos.

Outro motivo para o sucesso da franquia Pânico fica pela capacidade de humor negro com as situações que o filme apresenta. Isso ficou marcado como característica do gênero e podemos conferir isso em Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, Lenda Urbana e tantos outros. Ou vai dizer que você nunca assistiu um terror adolescente? É só responder. Um serial killer a solta, um bando de jovens interpretados por atores desconhecidos, o som crescente para demarcar as cenas de tensão, litros de sangue falso, alguns personagens que servem como alívio cômico (humor negro) e como cenário uma universidade, uma cidade do interior ou um colégio. Por fim, uma protagonista feminina que começa a entender que as mortes possuem como ponto final o seu assassinato. E aí, já assistiu a algum filme do gênero?

Por todo esse motivo, Pânico merece ser lembrado aqui. Para dar aquele gostinho nostálgico, colocarei aqui os minutos que introduzem a história. Atentem para Drew Barrymore, no papel de adolescente assustada.

Que fim levou?

Ontem, falamos de Curtindo a vida adoidado. Entre os principais atrativos do filme, tínhamos Cameron Frye, vivido por Alan Ruck, como o nervoso e inconstante amigo de Ferris Buller. Mas após esse longa-metragem, que outros projetos esse ator se envolveu? O ator hoje, participa de seriados de tv norte-americanos como Greek (2007-08) e Pysch (2008). Além disso, faz papéis secundários em alguns filmes. Mas antes disso, você já pode conferir Alan em Velocidade Máxima (outro clássico Global, de 1994), Nascido para Matar (1995) e Twister (1996).

Outra pessoa que não conseguiu muito sucesso depois da produção adolescente foi Sloane Peterson, a namorada de Ferris. Após a película, o filme mais relevante de Mia Sara foi o insosso Time Cop (1994), com Van Damme. Nos últimos anos, a atriz tem atuado cada vez menos. Sua última atuação em uma produção conhecida em terras brasileiras foi um papel em um único episódio de CSY:NY, em 2005.

Curtindo a vida adoidado

Hoje, falaremos do que, a meu ver, é o filme sinônimo da Sessão da Tarde. Curtindo a vida adoidado (1986), narra as divertidas peripécias de Ferris Bueller, um adolescente de classe média que decide matar a aula para aproveitar o dia ao lado de seu melhor amigo e de sua namorada. Só a proposta do filme já o torna interessante para o público, que passa as tardes vendo a Rede Globo. Mas ali, existe muito mais. Há todo um sentimento em volta de uma época que sempre parece já ter passado. O gostinho do passado sempre se reaviva ao assistir novamente o longa. O filme pode ser apenas uma diversão escapista, mas que diversão! Esse fato é mais do que suficiente para ele integrar, com honras, a sessão Influência Cinematográfica.

Destacar apenas uma seqüência desse filme é uma difícil, porém prazerosa tarefa. Bom, dentro de todas as cenas possíveis, talvez a que mais simbolize toda a rebeldia, a diversão, o fato de querer ir além e de aproveitar ao máximo, todos os momentos do dia acontece quando Ferris Buller surge, inesperadamente, cantando Twist and Shout do The Beatles, em um desfile. O clima contagiante, de diversão constante parece atingir seu ponto máximo ali. Tanto que, depois disto, pareces que os personagens embora felizes e brincando, surgem cansados, como que esgotados por um ápice de contentamento. Nada melhor do que re-assistir essa seqüência.

Ainda me sinto compelido a falar da atuação de Matthew Broderick como Ferris Bueller. A interpretação é tão boa e exagerada que o ator parece ter se eternizado como o personagem do filme. Sempre que o vejo em outra produção lembro imediatamente de Curtindo… A intensidade nas cenas e o sentimento de estar plenamente a vontade com o papel – que era de um adolescente com um carisma ímpar – que mesmo no fato de matar aula (que não é nem perto da gravidade que o filme dá) traz um irresistível convite para se curtir a vida.

Matrix

Hoje, falaremos sobre a melhor ficção dos anos 90: Matrix (1999). Aliando uma boa história com uma brilhante execução dos aspectos técnicos, o filme dos irmãos Wachowski rapidamente se tornou em um campeão de crítica e público, sendo até hoje lembrado por suas inúmeras qualidades. Além disso, trazia um elenco (Keanu Reeves, Laurence Fishburne e Carrie Anne-Moss) que se encaixou perfeitamente na trama, todos muito bem na primeira saga do que se tornaria a trilogia Matrix.

Mas, o que faz esse filme inesquecível, marcou época e se transformou em moda foi um novo efeito especial: o bullet time. Daí vem o merecimento de influência cinematográfica. A técnica ficou consagrada na famosa cena em que Neo (Reeves) desvia de uma seqüência de tiros do Agente Smith (Hugo Weaving). Foi preciso muito trabalho para realizar essa cena. Para tirar da teoria e colocar em prática, os diretores precisaram utilizar muitas câmeras que estivessem em volta de Neo. Assim, em um estúdio azul, o ator treinou os movimentos com os braços e pernas e depois os realizou rapidamente. Então, a edição e a inclusão dos efeitos especiais fizeram o restante. Com uma lenta rotação em 360° graus, a adição de sons das balas e do cenário concluir em uma tomada impecavelmente realizada.

Como vocês puderem conferir, é incrível a realização da cena. Tanto que acabou se banalizando no cinema contemporâneo. Até comédias como: Os Picaretas, Todo mundo em Pânico e Gigolô por acidente passaram a abusar desse efeito especial. Mas, outras seqüências ainda podem ser destacadas em Matrix, sendo que a invasão no prédio federal, acaba sendo até mais intenso que o momento apresentado no vídeo acima.

Ícones Heróicos

Festas à fantasia são um ótimo lugar para referenciar o cinema. Na última sexta-feira, alguns sujeitos que conduzem projetos semelhantes ao meu (ou seja, blogs como projetos experimentais no Ielusc), compareceram a uma boate de Joinville, SC, vestidos à carater.

Lagoa Azul

Sinceramente, o próximo filme dessa sessão só alcançou seu lugar pela intensa sensação que me trazia quando passava na Sessão da Tarde. Quando via o anúncio, pela centésima vez de Lagoa Azul (1980), ia buscar o que fazer. Posso afirmar que, em certo ponto, o longa foi um dos incentivadores para que eu estudasse e lesse mais. Antes de revê-lo não lembrava nem da história. Sabendo apenas, que era um filme água com açúcar em que dois irmãos crescem numa ilha deserta e paradisíaca e depois de tantos anos de convívio começar a transar, gerando um relacionamento atípico.

Acredito que a trama ainda pode ser colocada dessa forma. A obra, refilmagem de um filme inglês de 1949, com o mesmo nome, traz Brooke Shields, em um dos seus melhores momentos. Muito do preconceito que tenho, e imagino que os outros tenham, vinham das constantes reprises na tv. E dessa forma, sempre tratava com menosprezo e desprezo o filme. Mas, com calma e atenção, nessa volta ao passado é possível descobrir um ótimo longa-metragem. Em 1980, o filme gerou uma onda de comentários e discussões sobre a relação dos personagens. Mas, um dos aspectos que mais se destaca é a fotografia da película. Tanto que recebeu uma indicação ao Oscar.

De qualquer forma, Lagoa Azul possui todos os elementos que a população nacional parece adorar. Pessoas bonitas, lugar afrodisíaco, muitas cenas de sexo e uma trama baseada em preceitos católicos, que conduzem a discussão ética do filme a cada passo.

Toy Story

A 11° influência cinematográfica ganha seu lugar aqui, simplesmente, por se constituir como o primeiro filme totalmente em computação gráfica ou 3D. Além de marcar, a primeira produção em parceria entre os estúdios Pixar e Disney. Contando com as vozes de Tom Hanks para Woody e Tim Allen para Buzz. A história é uma volta à infância, as brincadeiras e diversões que bonecos inanimados podem causar em cada jovem. Na trama, o boneco cowboy Woody é o mais respeitado entre os bonecos por ser o preferido de seu dono, Andy. Os outros brinquedos se sentem constantemente ameaçados por essa preferência, mas ebla aumenta consideravelmente quando o jovem ganha de presente o astronauta Buzz Lightyear. Nesse ponto, a aventura começa.

Toy Story, como todo filme hollywoodiano, também tem uma perseguição. Mas a ironia da seqüência faz com que seja das mais memoráveis. Melhor que isso, entretanto, é a mania que o filme começou. Foi a partir dele, que animações começaram a referenciar filmes adultos. Diga-se de passagem, o primeiro filme da Pixar, fez isso com maestria. E foi isso que tornou o filme um marco. Essa pequena ligação entre o público adulto e o infantil.

Donnie Darko

Ao contrário do filme anterior, Donnie Darko não é uma obra popular ou facilmente aceita. Controvertido e lidando com questões de viagens temporais, o longa abusa da sensação de desconforto para situar seus personagens. O protagonista é um jovem sonâmbulo com traços autistas, que começa a ter estranhas visões, em que um coelho gigante lhe dá as coordenadas para salvar o mundo. Tudo isso é embalado por uma nostálgica e contagiante música dos anos 80. Tentar explicar mais do que isso é complicar a narrativa ou estragar as surpresas de se assistir a essa intrigante película.

O elemento que mais me fascina no filme são as discussões filosóficas impostas ao ato de viajar no tempo. Existe um resgate de obras como Uma Breve História do tempo de Stephen Hawking e Filosofia da Viagem do Tempo Roberta Sparrow para explorar essas idéias. As teorias sobre as Smurfetes e o poder inato do anti-herói durante seu estado de sonambulismo geram as melhores cenas. Entretanto, não irei separar nenhum grande momento do longa, já que boa parte não conhece a obra.

Um dos motivos do filme ser pouco conhecido, é o boicote que ele recebeu após o 11 de setembro. A obra havia sido lançada meses antes e trás como mistério principal, a queda de uma turbina de avião. Gravado em apenas 28 dias, o filme custou R$ 4,5 milhões, baixo para os padrões hollywoodiano e foi produzido por Drew Barrymore, que também atua no longa. Além dela, estão no elenco Jake Gyllenhaal, como Donnie Darko, sua irmão Maggie Gyllenhaal, Patrick Swayze e Noah Wyle. Foi escrito e dirigido por Richard Kelly.

American Pie

Hoje, chegamos ao nono filme que considero uma influência cinematográfica. Muito mais que uma comédia adolescente, é possível afirmar que American Pie (1999) resgatou e reanimou todo um gênero que vivia um longo ostracismo. Perda da virgindade, ensino médio, hora de tomar decisões que guiarão o restante das vidas de cada um. Esses são alguns dos temas que perpassam o gênero. Mas, o que fica mais explícito, e não poderia deixar de ser, é a idiotice, as gags visuais, as seqüências bizarras que vão se seguindo, uma após a outra na obra. E aí, o que ganha mais destaque, é a utilização do esteriótipo para convencer. Isso ainda hoje não mudou. E alguém acha que irá mudar? Como existe dificuldade de impor profundidade a filmes que deveriam divertir, então, se apela para clichês como o garoto bizarro que se dá bem no final; o fodão que mostra um lado amoroso. Assim, fica muito mais fácil explorar “o mundo adolescente”. Entre as seqüências que se tornaram famosas do filme, uma em especial chama a atenção. Logo, assista a chocante cena d’A Torta, suecada, logicamente:

Após um imenso sucesso, continuações não cessaram de chegar ao cinema. Como poderia se imaginar, uma após uma, a qualidade foi diminuindo. Por isso, assista apenas ao primeiro. E sem compromisso algum. Em 2006, saiu diretamente em vídeo, American Pie 5 – o último Stifler vivo.

Forrest Gump

Não acho que Forrest Gump seja uma obra prima como frequentemente é retratado. Acredito que seja um bom filme e nada mais. Claro que, durante minha infância, sempre me diverti com as trapalhadas do personagem interpretado por Tom Hanks (que, com essa atuação levantou sua segunda estatueta do Oscar). Entretanto, a elevação da nação americana no longa, sempre foi algo que me incomodou e que fez o longa perder a eficácia com o tempo. E é aí, mais do que nunca que o verdadeiro personagem aparece. Essa América paternalista, que utiliza seus heróis para regojizar seu ufanismo. No filme, um sujeito simpático cai de pára-quedas em uma seqüência de fatos históricos, participando e modificando cada um deles. E assim, superficialmente a trama vai se conduzindo por toda a história americana numa tentativa de auto-afirmação de seus valores que chega a beirar ao patético.

Embora, logicamente, existam inúmeras lembranças da diversão proporcionada pelas idiotas situações que o protagonista se envolvia. E isso dificilmente saí da mente. Desse modo, lhe apresento uma versão suecada do filme.

Rocky – um lutador

Trinta e dois anos após seu lançamento, Rocky – um lutador, ainda consegue permanecer fixado em minha mente como uma das maiores influências cinematográficas do século XX. Para a minha geração (que hoje está na casa dos 20 anos), isso pode parecer absurdo, dado a freqüente associação entre o filme e a sempre vívida Sessão da Tarde, da Rede Globo. Entretanto, um olhar mais atento irá perceber muitas qualidades nesse primeiro exemplar da série Rocky. Atrás de todos os socos recebidos por Rocky Balboa (interpretado magistralmente por Sylvester Stallone) está uma significativa crítica a sociedade americana de consumo que enxerga apenas nas vitórias o valor das pessoas. Embora, mais importante que isso é a questão da esperança e da perseverança do sujeito quanto aos obstáculos que se colocam a sua frente. Na história do longa, o Garanhão Italiano (apelido do lutador) é um cobrador de dívidas de um agiota e um lutador de boxe de bairro, na cidade de Nova York. É então que, quando Apollo Creed, atual campeão mundial fica sem adversário para um próximo confronto, escolhe Rocky e lhe dá a chance que só a terra americana da oportunidade proporcionaria.

Dessa forma, o Garanhão Italiano (apelido que o levou a ser escolhido pelo apelo publicitário) tem que enfrentar não só a descrença geral, mas a sua própria. E, percebe, durante seu treinamento, que o importante não é vencer a luta, mas sim impor um duro duelo ao seu oponente, fazendo algo que ninguém havia feito ainda, ou seja, resistir de pé, até o fim do confronto. E isso se resume nessa frase do lutador ao seu carismático treinador: “Estive pensando, não importa mesmo que eu perca essa luta. Tampouco me importa se Creed abrir minha cabeça. Porque tudo o que eu quero é agüentar os 15 rounds. Ninguém conseguiu ir até lá com Creed. Se eu puder agüentar até o fim, o gongo tocar e eu ainda estiver de pé, saberei pela primeira vez na minha vida que não sou mais um boxeadorzinho do bairro”. Nada melhor então, do que mostrar essa incrível batalha.

Rocky – um lutador foi um grande sucesso nos cinemas americanos. O filme, que custou cerca de um milhão e foi produzido em 28 dias, arrecadou cerca de 120 milhões, em 1976. E mais, o longa esteve presente em nove categorias no Oscar do ano seguinte. Foram elas: Melhor filme, Melhor diretor: John G. Avildsen; Melhor roteiro original: Sylvester Stallone; Melhor ator: Sylvester Stallone; Melhor atriz: Talia Shire; Melhor ator coadjuvante: Burt Young e Burgess Meredith; Melhor trilha sonora, Melhor edição e Melhor som. Sendo vencedor de três estatuetas: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Edição.

Para maiores informações, confira esse especial: www.cinemacomrapadura.com.br/especiais/rocky_balboa

Fogo contra fogo

Na época, eu estava próximo de completar meu décimo aniversário. Um dia, meu tio resolveu me levar ao cinema para ver um filme de ação, como eu tanto havia insistido. O longa escolhido foi Fogo contra fogo (Heat). Posso afirmar que não tinha consciência do que estava prestes a assistir. Mas horas depois do final da sessão, minha mente continuava repetindo o incrível tiroteio que a obra trazia. Sentado na poltrona confortável da sala de projeção, só conseguia pensar em me esconder das balas que voavam fulminantes em todas as direções. Mas minha curiosidade era maior e eu buscava perceber toda a dinâmica que era transmitida na tela. O intenso tiroteio lembrava um balé ritmado e perfeitamente coreografado em que todos sabiam o que fazer e em que a polícia se mostra tão impiedosa quanto os assaltantes. Mais de 12 anos depois, momentos antes de rever o filme, é essa a única cena clara que tenho em mente. É esse momento que tentarei compartilhar aqui.

As quase três horas de filme poderiam ter a trama descritas como um jogo de gato e rato entre dois sujeitos obcecados pelo seu trabalho. Um deles é um eficiente ladrão e o outro um ótimo policial. Como se pode ver pela cena, o longa conta com um elenco de peso. Os principais são: Robert de Niro e Al Pacino. Mas, além desses ainda há, no elenco secundário, nomes como: Val Kilmer, Tom Sizemore, Natalie Portman, Ashley Judd, Danny Trejo, Jon Voight, Jeremy Piven e Hank Azaria. Todos esses competentes atores dirigidos por Michael Mann, em 1995.

Um sonho de liberdade

“Alguns pássaros não nasceram para viver em gaiolas”. Essa é apenas uma das frases que aparecem rotineiramente em livros do gênero auto-ajuda e que estão presentes ao longo de Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption). Entretanto, esse belo filme foge a qualquer estereotipo se tornando num aprendizado sobre o valor da amizade, a confiança cega na esperança, lealdade, coragem e perseverança. A obra conta a história de Andy Dusfane (Tim Robbins) que é condenado à dupla pena de morte pelo assassinato de sua mulher e do amante dela. Desta forma, ele vai para a prisão e lá precisa encontrar forças para ter esperança em dias melhores e para isso conta a ajuda de fiéis amigos, entre eles Red (carismático personagem interpretado por Morgam Freeman). O longa é baseado em um conto de Stephen King.

Entre as inúmeras cenas memoráveis uma tocante pela beleza que empresta. O personagem principal coloca para tocar para toda a prisão uma conhecida música de Mozart. Assim, durante alguns minutos aqueles sons embalam todos os carcerários, tirando seus pensamentos dos muros que lhes cercam. E provavelmente, melhor do que isso é a fala de Andy quando volta da solitária que lhe foi imposta pela ação. Ao ser questionado se valia ficar preso sozinho durante dias para ouvir alguns poucos minutos de música, ele responde: “Eu não estava sozinho. Estava com Mozart”.

Clube da Luta

Incômodo. Essa é sensação que o quarto filme abordado no cine influência transmite. Clube da Luta (1999) é dirigido por David Fincher e tem no elenco Edward Norton e Brad Pitt. O filme é baseado no livro de Chuck Palahniuk, datado de 1996. Nesse momento, após rever o filme, poderia afirmar que a obra é uma crítica a sociedade consumista demonstrando isso na figura de um patético e solitário sujeito. Um homem que subverte o sistema falando que o importante não é vencer e bater, e sim apanhar, porque ao fugir da zona de conforto e segurança, o indivíduo acabaria encontrando sua “real” e sempre imaginária liberdade.

Contextualizando um pouco, a trama do longa é narrada por um executivo, que trabalha como investigador em uma companhia de seguros e tem uma confortável e, ao mesmo tempo, vazia existência. Com insônia, começa a buscar situações que lhe tragam conforto, encontrando inicialmente em grupos de auto-ajuda à solução. Com o decorrer da história, o executivo conhece um estranho sujeito, Tyler Durden, no mesmo dia que seu apartamento explode. A partir daí, vai sendo iniciado em um novo estilo de vida regado a muita luta. Tudo isso para conseguir se libertar da opressão social.

David Fincher, tenta no decorrer da obra, retornar a um assunto que já tratou em outros filmes. Busca criar um significado para a vida, isso ao mesmo instante em que a pessoas se coloca mais próximo da destruição. Esse mesmo tópico é abordado em Vidas em Jogo (The Game), projeto anterior do diretor. Nele assistimos a outro personagem entediado e solitário interpretado por Michael Douglas, que se vê envolvido num perigoso jogo de gato e rato, que ao coloca-lo em dificuldades também o traz um sentimento de estar vivendo.

Voltando a Clube da Luta, busco de forma meio desordenada lembrar da cena mais marcante que assisti na época. Existem inúmeras cenas fortes, algumas quase beirando a um sentimento de repulsa. Mas, em uma determinada seqüência, o protagonista do filme, ao pedir sua demissão começa a se bater, constituindo esse momento em algo intenso e memorável. Poderia até acrescentar que essa parece ser a primeira ação, do que na obra, se transformará no grupo terrorista que busca minar a sociedade capitalista.

Debi e Lóide

Chegamos hoje, ao terceiro filme que entra na categoria de influência cinematográfica. Nos dois primeiros dias abordei uma aventura com traços de ficção científica e ontem um violento filme de gangsters. É chegado o momento de apresentar uma das melhores comédias que já assisti. Falo de Debi e Lóide: dois idiotas em apuros (Dumb and Dumber). Já perdi a conta de quantas vezes vi o filme, produzido em 1994, em VHS ou na sessão da tarde. E mais, seria injusto apontar um único momento em que a história realmente despertasse minha lembrança. O que faz essa obra um jovem clássico é o fato de ao me pegar pensando nele, imediatamente começar a ruminar situações engraçadas, escrachadas, nonsenses, com uma ironia fina ou uma gag visual grosseira. Porque, com o avançar dos anos, as cenas acabam fugindo e se misturando com outras, mas o que fica é aquela sensação de risada contida, prestes a estourar que Debi e Lóide fazem brotar a cada instante.

A trama é sobre dois sujeitos muito estúpidos (Jim Carrey e Jeff Daniels), que se metem numa história de sequestro envolvendo uma mulher que os dois acham maravilhosa. E por ela, eles acabam passando pelas mais constrangedoras situações. Ou algo parecido com isso. Na verdade, pouco importa, já que os 101 minutos de entretenimento são compostos de piadas atrás de piadas. O longa é dirigido pelos irmãos Farelly.

Procuro uma cena memorável para comentar agora. Passaram mais de dez minutos que estou na frente do computador tentando lembrar de uma única cena inteira desse filme, mas não consigo. Lembro do papagaio com a cabeça atada com fita durex (antes havia sido decapitado) que foi vendido a um garoto cego, que posteriormente vira uma matéria de TV; de uma seqüência em que a dupla principal faz uma longa e fria viagem de moto aquecida pelo quente mijo de um dos personagens; pelo carro no melhor estilo TV Colosso; pela seqüência de luta em um sonho contra um cozinheiro e inúmeras outras. Em 2003, uma legítima continuação caça-níquel foi lançada com o nome de Debi e Lóide – Quando Harry conheceu Lóide.

Tarantino’s Mind

No último post, destaquei a importância de Tarantino para o cinema contemporâneo. As referências soltas ao longo de seus filmes, a trilha sonora, os diálogos aparentemente sem nexo, tudo isso quase transformam o cinema do diretor americano em um gênero a parte. Aqui no Brasil, um curta brasileiro chamado Tarantino’s mind, cria um interessante Código de Tarantino. Os atores Selton Mellon e Seu Jorge (que interpretam a si mesmos) discutem sobre uma tese – criada por Selton – que ligaria todas as histórias dos filmes de Tarantino. A produção é da Republika Filmes e a direção e roteiro são da 300 ml. No melhor clima conversa de bar, o curta vai associando os elementos do filme com outros reconhecíveis da cultura pop. O vídeo tem apenas 15 minutos.

Cães de Aluguel

O primeiro Tarantino é difícil de esquecer. Cru, extremamente violento, com uma rajada de diálogos que se cortam como num tiroteio, Cães de Aluguel (Reservoir Dogs) se tornou um jovem clássico. São inúmeras as qualidades para se apontar na primeira obra datada de 1992 do, hoje, consagrado e cult diretor. A trama do filme é sobre um assalto mal sucedido a uma joalheria. E as conseqüências que levam os criminosos, que só se conheceram no dia do golpe e que não sabem um o nome do outro (se chamam por cores, como Mr.Green ou Mr.Black), a buscarem quem entre eles é um informante da polícia. Nesse mar de intriga, algumas seqüências podem ser assinaladas como fundamentais e imprescindíveis para a consolidação da obra. Desse modo, escolherei três cenas que acredito serem memoráveis nessa película.

Dificilmente hoje, a apresentação dos personagens seria notada ou tida como especial. Cada criminoso é encarado pelo vídeo. Os gângsters descendo a rua, enquanto a câmera mantém uma imagem num quase em 2D. A cena remete não só a uma apresentação básica de personagens de muitos dos atuais videogames de luta, mas também aos faroestes em que os pistoleiros vão de encontro com seus destinos.

A outra cena é a cena que dá início ao filme, quando os bandidos estão tomando café e fazendo analogias sobre dar ou não gorjeta e sobre o real significado da música Like a Virgin, da Madonna. Diálogos memoráveis, todos falando ao mesmo tempo, no melhor clima de conversa de boteco. Mas a melhor seqüência é a do interrogatório. Poderia comentar ela, mas após assistir a uma suecada (ou fan clone), resolvo deixar aqui para vocês assistirem. O melhor fica pela dança sádica do interrogador.

A arte de suecar!

A moda ainda não decolou no Brasil, mas parece ser questão de tempo. Daqui a pouco, suecar será a arte do momento. Mas espera aí, você não sabe o que é suecar? Então, rebobina. Ao menos é desse modo que os personagens de Rebobine, por favor (Be kind rewind) acabam chegando ao processo de suecar. A última obra de Michel Gondry (responsável por Brilho eterno de uma mente sem lembranças) é na verdade, uma grande visita a clássicos da cultura pop. O filme, entre outras coisas, conta a história de dois amigos (Jack Black e Mos Def) que precisam recuperar todos os filmes da locadora em que um deles trabalha. Isso após uma série de infortúnios (que não irei revelar, mantenho a expectativa de quem for assistir a esse ótimo filme) ter apagado o conteúdo dos VHS’s. Dessa forma, sem muitas alternativas, os personagens criam uma nova técnica: a de suecar.

Suecar é recriar as histórias, reeditando-as de forma mais simples, reinterpretando as ações mais importantes dos personagens, mudando em alguns casos pequenas ações, mas em suma, fazendo tudo de um modo amador. Em Be kind rewind, os filmes suecados possuem cerca de 20 minutos e acabam virando um sucesso. Uma onda que não passa inerte no youtube. Dessa forma, podemos facilmente conferir grandes clássicos da telinha, de um modo todo especial e com aquela fascinação que só o que é caseiro traz.

É justo afirmar que, a idéia de fazer esse blog veio em boa parte desse filme: Rebobine, por favor. E do sentimento de nostalgia de rever alguns jovens clássicos da cultura pop suecados.

De volta para o futuro

Provavelmente, o fato de me propiciar um trocadilho é o responsável por escolher esse filme para iniciar os comentários sobre obras antigas, que se mantém como referência básica até hoje. Já que iniciar com um filme que remete a um constante vai e vem entre passado e futuro, me dá, no mínimo, uma piada sem graça. De qualquer forma, De Volta para o futuro merece. Intenso, divertido tanto para uma criança de dez anos quanto para um adulto, o filme é inteligente o suficiente para prender qualquer um na cadeira. Esse primeiro exemplar, o melhor em minha opinião, deu base à aclamada trilogia de ficção científica e aventura dos anos 80 e 90.

Não entrarei em méritos da história, roteiros, atuações ou outros aspectos técnicos da obra. Aqui, talvez possa ser sincero e apresentar aquela cena, dentro de todas as do filme, que se tornou memorável e que mesmo com o passar dos dias, está lá, me lembrando à satisfação e diversão que o filme trouxe. Assistam a memorável interpretação de Marty McFly (Michael J.Fox) tocando a música Jonhhy B. Goode.

Só o ritmo frenético e as cenas de dança no salão já valeriam à seqüência. Mas, talvez o melhor fique pelo contexto que a cena apresenta. McFly toca um sucesso inexistente. Um som que só viria a ser conhecido anos depois. O baile é de 1955 e a música teve sua primeira versão apenas em 1958, cantada por Chuck Berry. Após isso, vários grandes nomes da música gravaram a canção, como Elvis Presley e The Beatles. O susto do público e o despreparo com que recebem o som é o que me faz lembrar da cena com tanta facilidade. Isso juntamente com o constrangimento de Marty e o moralismo implícito de uma época que recebia o Rock’n Roll como uma afronta aos bons costumes. Essa cena ainda é revivida brilhantemente na continuação em outra passagem temporal da série De Volta para o Futuro.

Um começo!

Me chamo João Francisco Hack Kamradt. Sou estudante de jornalismo do 8° período e escreverei aqui sobre cinema, especialmente sobre filmes que tenha visto tempos atrás. E é assim, sem nenhuma explicação prévia e também sem nenhum pensamento mais profundo que início esse blog. Aqui, pretendo discutir. Discutir não. Na verdade, pretendo falar sobre obras cinematográficas que me trazem lembranças. Sejam estes, péssimos filmes ou com apenas algumas cenas memoráveis. Embora a maioria, acredito, tenham elementos suficientes para ainda hoje encantarem o público.

Talvez seja interessante esclarecer que a prática da escrita desenvolvida aqui, reflete uma necessidade. Necessidade essa de uma aprovação na matéria de Projeto Experimental do curso de Jornalismo da instituição que frequento (www.ielusc.br). Dessa forma, embora careça de argumentos mais inteligentes, pretendo durante, no minímo, um mês apresentar um trabalho regular.

Até mais!

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2 Respostas to “Influência cinematográfica”

  1. Edgar Ramos said

    Cara

    Nao sei se voce continua atualizando este blog, mas so tem filme duca…
    Nao vi todos, mas vou aproveitar as dicas e ve-los..
    Bem legal..

  2. Edgar Ramos said

    Acho que um filme que nao podria faltar na tua lista “Rio Congelado””, (Frozen River)..

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