Napoleão Dynamite

novembro 10, 2008

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Hoje, na Sessão Influência Cinematográfica abordarei um longa-metragem independente. Napoleão Dynamite (2004) é uma comédia nostálgica e melancólica que acompanha alguns dias da vida do nerd que dá título ao filme. Essa obra é consideravelmente recente ao contrário das outras comentadas aqui, mas merece ser citada por conseguir criar um humor que funciona basicamente sem piadas. Isso mesmo. As risadas surgem das idiotas situações em que se metem o personagem título, sua família e seu único amigo – um mexicano que deseja vencer a eleição para ser presidente de classe. E isso basta para agradar. Já que com um custo de apenas R$ 400 mil, o filme conseguiu arrecadar mais de 43 milhões nos cinemas americanos.

Entre as inúmeras cenas memoráveis, posso citar quando seu tio, um ex-jogador universitário frustrado, arremessa um enorme pedaço de bife como se fosse uma bola de futebol americano em direção a Napoleão ou quando ele convida uma guria ao baile por intermédio de uma carta e junto manda uma horrível caricatura da menina. Existem outras ótimas partes, como os créditos iniciais ou as constantes surras que Napoleão leva dos valentões do colégio, mas o destaque fica pra cena final de dança. Essa parte é uma das mais bizarras do filme e rapidamente se tornou mania nos EUA. Assista a excêntrica, hilária e contagiante dança de Napoleão.

 

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Debi e Lóide

outubro 16, 2008

Chegamos hoje, ao terceiro filme que entra na categoria de influência cinematográfica. Nos dois primeiros dias abordei uma aventura com traços de ficção científica e ontem um violento filme de gangsters. É chegado o momento de apresentar uma das melhores comédias que já assisti. Falo de Debi e Lóide: dois idiotas em apuros (Dumb and Dumber). Já perdi a conta de quantas vezes vi o filme, produzido em 1994, em VHS ou na sessão da tarde. E mais, seria injusto apontar um único momento em que a história realmente despertasse minha lembrança. O que faz essa obra um jovem clássico é o fato de ao me pegar pensando nele, imediatamente começar a ruminar situações engraçadas, escrachadas, nonsenses, com uma ironia fina ou uma gag visual grosseira. Porque, com o avançar dos anos, as cenas acabam fugindo e se misturando com outras, mas o que fica é aquela sensação de risada contida, prestes a estourar que Debi e Lóide fazem brotar a cada instante.

A trama é sobre dois sujeitos muito estúpidos (Jim Carrey e Jeff Daniels), que se metem numa história de sequestro envolvendo uma mulher que os dois acham maravilhosa. E por ela, eles acabam passando pelas mais constrangedoras situações. Ou algo parecido com isso. Na verdade, pouco importa, já que os 101 minutos de entretenimento são compostos de piadas atrás de piadas. O longa é dirigido pelos irmãos Farelly.

Procuro uma cena memorável para comentar agora. Passaram mais de dez minutos que estou na frente do computador tentando lembrar de uma única cena inteira desse filme, mas não consigo. Lembro do papagaio com a cabeça atada com fita durex (antes havia sido decapitado) que foi vendido a um garoto cego, que posteriormente vira uma matéria de TV; de uma seqüência em que a dupla principal faz uma longa e fria viagem de moto aquecida pelo quente mijo de um dos personagens; pelo carro no melhor estilo TV Colosso; pela seqüência de luta em um sonho contra um cozinheiro e inúmeras outras. Em 2003, uma legítima continuação caça-níquel foi lançada com o nome de Debi e Lóide – Quando Harry conheceu Lóide. Bom, como não consigo pensar em uma única cena, deixarei aqui a última que comentei, o sonho de Lóide (está dublado):