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São raros os filmes que possuem uma continuação tão boa, ou melhor, do que seu antecessor. Esse é o caso da 30° obra abordada na Sessão Influência Cinematográfica. Exterminador do Futuro 2 (1991) é um longa de ação composto por um incrível número de cenas feitas digitalmente (uma novidade na época). Mas o que torna esse filme memorável é o fato de transformar o tema ficção científica em campeão de bilheteria. Pois, foi a partir desse filme que surgiu a enxurrada de blockbusters que passaram a unir tramas com muita pancadaria, diversão e doses de ficção, como Independence Day, MIB e Matrix, filme que consolidou definitivamente o gênero.

Temos um roteiro bem construído e um satisfatório desenvolvimento dos personagens principais e seus conflitos, refletido nas constantes preocupações com o futuro do homem, exemplificado na cena em que John Connor não permite que sua mãe assassine o inventor da máquina que dará as máquinas à auto-suficiência, passando uma mensagem de que nem sempre os fins justificam os meios. Embora, o grande ponto alto de Exterminador 2 são as intermináveis e criativas seqüências de ação.

Diante de tudo isso, citar uma única cena é difícil, já que poderia discorrer sobre a assombrosa perseguição na meia hora inicial de filme, porém existe uma seqüência que acabou ficando marcada no imaginário popular. Próximo ao fim do filme, T-800 (Arnold Schwarzenegger) tenta matar o vilão T-1000 (Robert Patrick), que foi sendo congelado pelo nitrogênio. Então, no melhor estilo faroeste, o T-800 puxa sua pistola e antes de atirar, dispara a seguinte fala: “Hasta la vista, Baby”. Excepcional e marcante cena. É claro que, depois veríamos que não foi o suficiente para matar o andróide T-1000.

O longa-metragem ganhou qautro Oscars, nas categorias de Melhor efeitos especiais, melhor maquiagem, melhor som e melhor edição de som.

 

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Matrix

outubro 26, 2008

Hoje, falaremos sobre a melhor ficção dos anos 90: Matrix (1999). Aliando uma boa história com uma brilhante execução dos aspectos técnicos, o filme dos irmãos Wachowski rapidamente se tornou em um campeão de crítica e público, sendo até hoje lembrado por suas inúmeras qualidades. Além disso, trazia um elenco (Keanu Reeves, Laurence Fishburne e Carrie Anne-Moss) que se encaixou perfeitamente na trama, todos muito bem na primeira saga do que se tornaria a trilogia Matrix.

Mas, o que faz esse filme inesquecível, marcou época e se transformou em moda foi um novo efeito especial: o bullet time. Daí vem o merecimento de influência cinematográfica. A técnica ficou consagrada na famosa cena em que Neo (Reeves) desvia de uma seqüência de tiros do Agente Smith (Hugo Weaving). Foi preciso muito trabalho para realizar essa cena. Para tirar da teoria e colocar em prática, os diretores precisaram utilizar muitas câmeras que estivessem em volta de Neo. Assim, em um estúdio azul, o ator treinou os movimentos com os braços e pernas e depois os realizou rapidamente. Então, a edição e a inclusão dos efeitos especiais fizeram o restante. Com uma lenta rotação em 360° graus, a adição de sons das balas e do cenário concluir em uma tomada impecavelmente realizada. Confira a cena, são apenas 10 segundos:

Como vocês puderem conferir, é incrível a realização da cena. Tanto que acabou se banalizando no cinema contemporâneo. Até comédias como: Os Picaretas, Todo mundo em Pânico e Gigolô por acidente passaram a abusar desse efeito especial. Mas, outras seqüências ainda podem ser destacadas em Matrix, sendo que a invasão no prédio federal, acaba sendo até mais intenso que o momento apresentado no vídeo acima.