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São raros os filmes que possuem uma continuação tão boa, ou melhor, do que seu antecessor. Esse é o caso da 30° obra abordada na Sessão Influência Cinematográfica. Exterminador do Futuro 2 (1991) é um longa de ação composto por um incrível número de cenas feitas digitalmente (uma novidade na época). Mas o que torna esse filme memorável é o fato de transformar o tema ficção científica em campeão de bilheteria. Pois, foi a partir desse filme que surgiu a enxurrada de blockbusters que passaram a unir tramas com muita pancadaria, diversão e doses de ficção, como Independence Day, MIB e Matrix, filme que consolidou definitivamente o gênero.

Temos um roteiro bem construído e um satisfatório desenvolvimento dos personagens principais e seus conflitos, refletido nas constantes preocupações com o futuro do homem, exemplificado na cena em que John Connor não permite que sua mãe assassine o inventor da máquina que dará as máquinas à auto-suficiência, passando uma mensagem de que nem sempre os fins justificam os meios. Embora, o grande ponto alto de Exterminador 2 são as intermináveis e criativas seqüências de ação.

Diante de tudo isso, citar uma única cena é difícil, já que poderia discorrer sobre a assombrosa perseguição na meia hora inicial de filme, porém existe uma seqüência que acabou ficando marcada no imaginário popular. Próximo ao fim do filme, T-800 (Arnold Schwarzenegger) tenta matar o vilão T-1000 (Robert Patrick), que foi sendo congelado pelo nitrogênio. Então, no melhor estilo faroeste, o T-800 puxa sua pistola e antes de atirar, dispara a seguinte fala: “Hasta la vista, Baby”. Excepcional e marcante cena. É claro que, depois veríamos que não foi o suficiente para matar o andróide T-1000.

O longa-metragem ganhou qautro Oscars, nas categorias de Melhor efeitos especiais, melhor maquiagem, melhor som e melhor edição de som.

 

Forrest Gump

outubro 21, 2008

Não acho que Forrest Gump seja uma obra prima como frequentemente é retratado. Acredito que seja um bom filme e nada mais. Claro que, durante minha infância, sempre me diverti com as trapalhadas do personagem interpretado por Tom Hanks (que, com essa atuação levantou sua segunda estatueta do Oscar). Entretanto, a elevação da nação americana no longa, sempre foi algo que me incomodou e que fez o longa perder a eficácia com o tempo. E é aí, mais do que nunca que o verdadeiro personagem aparece. Essa América paternalista, que utiliza seus heróis para regojizar seu ufanismo. No filme, um sujeito simpático cai de pára-quedas em uma seqüência de fatos históricos, participando e modificando cada um deles. E assim, superficialmente a trama vai se conduzindo por toda a história americana numa tentativa de auto-afirmação de seus valores que chega a beirar ao patético.

Embora, logicamente, existam inúmeras lembranças da diversão proporcionada pelas idiotas situações que o protagonista se envolvia. E isso dificilmente saí da mente. Desse modo, lhe apresento uma versão suecada do filme. Aproveite, são apenas 60 segundos: