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São raros os filmes que possuem uma continuação tão boa, ou melhor, do que seu antecessor. Esse é o caso da 30° obra abordada na Sessão Influência Cinematográfica. Exterminador do Futuro 2 (1991) é um longa de ação composto por um incrível número de cenas feitas digitalmente (uma novidade na época). Mas o que torna esse filme memorável é o fato de transformar o tema ficção científica em campeão de bilheteria. Pois, foi a partir desse filme que surgiu a enxurrada de blockbusters que passaram a unir tramas com muita pancadaria, diversão e doses de ficção, como Independence Day, MIB e Matrix, filme que consolidou definitivamente o gênero.

Temos um roteiro bem construído e um satisfatório desenvolvimento dos personagens principais e seus conflitos, refletido nas constantes preocupações com o futuro do homem, exemplificado na cena em que John Connor não permite que sua mãe assassine o inventor da máquina que dará as máquinas à auto-suficiência, passando uma mensagem de que nem sempre os fins justificam os meios. Embora, o grande ponto alto de Exterminador 2 são as intermináveis e criativas seqüências de ação.

Diante de tudo isso, citar uma única cena é difícil, já que poderia discorrer sobre a assombrosa perseguição na meia hora inicial de filme, porém existe uma seqüência que acabou ficando marcada no imaginário popular. Próximo ao fim do filme, T-800 (Arnold Schwarzenegger) tenta matar o vilão T-1000 (Robert Patrick), que foi sendo congelado pelo nitrogênio. Então, no melhor estilo faroeste, o T-800 puxa sua pistola e antes de atirar, dispara a seguinte fala: “Hasta la vista, Baby”. Excepcional e marcante cena. É claro que, depois veríamos que não foi o suficiente para matar o andróide T-1000.

O longa-metragem ganhou qautro Oscars, nas categorias de Melhor efeitos especiais, melhor maquiagem, melhor som e melhor edição de som.

 

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Amadeus

novembro 9, 2008

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Filmes com mais de três horas de duração costumam cansar o público. Ainda mais quando se tratam de obras que retratam uma época antiga e possuem como principal elemento a música clássica. Mas é esse último quesito que transforma Amadeus (1984) em um entretenimento merecedor de compor a sessão Influência Cinematográfica. Conhecemos a vida de Wolfgang Amadeus Mozart através do invejoso olhar do esforçado músico Salieri. E é dessa forma que vamos sendo guiados por um caminho em que nem mesmo toda disciplina, trabalho e persistência do primeiro, conseguem se impor contra toda a genialidade de Mozart.

É difícil buscar uma única cena e destacá-la como mais impactante. Entretanto, existem algumas passagens que possibilitam transmitir um pouco da beleza e inventividade do filme. Há um momento em que a mulher de Mozart procura Salieri buscando vender as partituras do seu marido. Nesse instante, quando Salieri começa a ler o que seu rival tinha criado, somos surpreendidos pela música sendo tocada na imaginação do artista. Do mesmo modo, quando ele olha para a mulher de Mozart a música simplesmente pára. Além disso, o olhar espantado ao mesmo tempo em que horrorizado pelo fato de alguém criar algo tão tocante é perturbador e nos dá a medida certa para entender a genialidade de Mozart.

O nome Amadeus foi escolhido, ao invés de Mozart, por significar “Amado de Deus”. Amadeus ganhou oito Oscars, nessas categorias: Melhor filme, Melhor diretor para Milos Forman, Melhor ator para F. Murray Abraham, Melhor direção de arte, Mmelhor figurino, Melhor maquiagem, Melhor som e Melhor Roteiro adaptado. Recebeu ainda mais três indicações.

Para quem não conhece o longa-metragem, deixarei aqui o trailer.