Os Suspeitos

novembro 6, 2008

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Quem é Keyzer Soze? Essa é a pergunta que leva ao filme que abordarei hoje na sessão Influência Cinematográfica. O mistério que envolve esse personagem, um calculista e perigoso assassino em Os Suspeitos (1995) é o que torna a obra inesquecível. Dirigido por Bryan Singer (X-Men e Super-Homem), o longa-metragem pode se encaixar na rara categoria de entretenimento que tentam enganar o espectador e conseguem realizar isso com sucesso. O roteiro inteligente, bem elaborado e conduzido é o responsável pela eficiência do filme.

Para quem nunca assistiu a essa brilhante obra, a trama começa após a morte de 27 pessoas em uma explosão em um cais. Existem duas testemunhas do crime, sendo que uma está à beira da morte e um ladrão com uma deficiência física que escapou ileso. Depois de tomar o depoimento do bandido, fica óbvia a participação de Keyzer Soze, um impiedoso e misterioso húngaro, foi quem planejou o golpe. No meio disso tudo, vários sobreviventes desapareceram e um resgate de 91 milhões é pedido. Assim, o delegado começa a pressionar o sobrevivente da destruição do cais.

Não se enganem o filme tem um ritmo devagar, passando todo através de um interrogatório. Assim, não existe um momento marcante nessa obra, porque justamente a construção do vilão é que dá intensidade para o longa-metragem. Mas para tudo isso dar certo é preciso uma grande atuação e Kevin Spacey consegue. Além desse, o filme ganhou o Oscar de melhor roteiro original. E por esse trabalho foi reconhecido pela academia levando o Oscar de melhor ator coadjuvante. Porque se existem grandes momentos são quando Roger “Verbal” Kint (personagem de Spacey) fala. A dicção do ator aliado ao modo de falar é sensacional. E próprio nome do personagem vem para reforçar isso. Já que “Verbal Kint” surge como um trocadilho para o “Rei das palavras”.

Como acredito que muitos ainda não tiveram a oportunidade de conferir esse filme, deixarei um trailer legendado. Confiram:

 

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Gênio Indomável

novembro 2, 2008

Hoje, falaremos sobre um dos mais bem realizados dramas de formação e redenção. O 20° filme da Influência Cinematográfica busca fazer um retrato dos jovens americanos. Gênio Indomável (1997) é dirigido por Gus van Sant e traz em seu elenco Matt Damon, Bem Affleck e Robbin Williams. A trama gira em torno de Will Hunting (Damon), um jovem super dotado, que possui inúmeras passagens pela polícia. Mesmo com toda essa inteligência, prefere desperdiçar seu tempo trabalhando numa construtora com seus amigos. Após se envolver em mais uma briga é obrigado por lei a fazer tratamento com terapeutas. Passa por vários profissionais até se identificar com um, provavelmente por ser tantos problemas quanto ele. Nesse ponto, começa a se delinear caminhos para que esse jovem e seu novo amigo desenvolvam soluções para ambos.

Essa obra não possui uma cena marcante o suficiente para se destacar das outras. A película é uma construção de seqüências que concluem em um final lógico e recompensador. É difícil perceber e crescer junto com os personagens, mas é isso que o filme pede. Esse sentimento de evolução de um jovem com talento é que faz o filme ser marcante. Mesmo assim, ainda destacarei uma seqüência que traz boa parte da carga dramática que o longa-metragem possui. Confira, está legendada:

Como drama de formação, a obra traz uma ótima curiosidade. Os atores Matt Damon e Ben Affleck passavam uma época difícil. Eles estavam cansados de pegarem papéis insignificantes e resolveram criar um roteiro para que pudessem atuar em algum projeto interessante. Criaram Gênio Indomável e foram bater na porta de vários estúdios. Todos queriam comprar os roteiros, mas nenhum deles concordava em colocar dois atores desconhecidos no filme. Foi quando conseguiram o ingresso do ator Robin Williams no elenco. A partir dali conseguiram um estúdio. O resultado final foram nove indicações ao Oscar. Venceram duas: Melhor Roteiro Original para Matt Damon e Ben Affleck e o Oscar de Melhor ator coadjuvante para Robin Williams.