Amadeus

novembro 9, 2008

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Filmes com mais de três horas de duração costumam cansar o público. Ainda mais quando se tratam de obras que retratam uma época antiga e possuem como principal elemento a música clássica. Mas é esse último quesito que transforma Amadeus (1984) em um entretenimento merecedor de compor a sessão Influência Cinematográfica. Conhecemos a vida de Wolfgang Amadeus Mozart através do invejoso olhar do esforçado músico Salieri. E é dessa forma que vamos sendo guiados por um caminho em que nem mesmo toda disciplina, trabalho e persistência do primeiro, conseguem se impor contra toda a genialidade de Mozart.

É difícil buscar uma única cena e destacá-la como mais impactante. Entretanto, existem algumas passagens que possibilitam transmitir um pouco da beleza e inventividade do filme. Há um momento em que a mulher de Mozart procura Salieri buscando vender as partituras do seu marido. Nesse instante, quando Salieri começa a ler o que seu rival tinha criado, somos surpreendidos pela música sendo tocada na imaginação do artista. Do mesmo modo, quando ele olha para a mulher de Mozart a música simplesmente pára. Além disso, o olhar espantado ao mesmo tempo em que horrorizado pelo fato de alguém criar algo tão tocante é perturbador e nos dá a medida certa para entender a genialidade de Mozart.

O nome Amadeus foi escolhido, ao invés de Mozart, por significar “Amado de Deus”. Amadeus ganhou oito Oscars, nessas categorias: Melhor filme, Melhor diretor para Milos Forman, Melhor ator para F. Murray Abraham, Melhor direção de arte, Mmelhor figurino, Melhor maquiagem, Melhor som e Melhor Roteiro adaptado. Recebeu ainda mais três indicações.

Para quem não conhece o longa-metragem, deixarei aqui o trailer.

 

Um sonho de liberdade

outubro 18, 2008

“Alguns pássaros não nasceram para viver em gaiolas”. Essa é apenas uma das frases que aparecem rotineiramente em livros do gênero auto-ajuda e que estão presentes ao longo de Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption). Entretanto, esse belo filme foge a qualquer estereotipo se tornando num aprendizado sobre o valor da amizade, a confiança cega na esperança, lealdade, coragem e perseverança. A obra conta a história de Andy Dusfane (Tim Robbins) que é condenado à dupla pena de morte pelo assassinato de sua mulher e do amante dela. Desta forma, ele vai para a prisão e lá precisa encontrar forças para ter esperança em dias melhores e para isso conta a ajuda de fiéis amigos, entre eles Red (carismático personagem interpretado por Morgam Freeman). O longa é baseado em um conto de Stephen King.

Entre as inúmeras cenas memoráveis uma tocante pela beleza que empresta. O personagem principal coloca para tocar para toda a prisão uma conhecida música de Mozart. Assim, durante alguns minutos aqueles sons embalam todos os carcerários, tirando seus pensamentos dos muros que lhes cercam. E provavelmente, melhor do que isso é a fala de Andy quando volta da solitária que lhe foi imposta pela ação. Ao ser questionado se valia ficar preso sozinho durante dias para ouvir alguns poucos minutos de música, ele responde: “Eu não estava sozinho. Estava com Mozart”.

Acompanhe você mesmo essa bela seqüência: