Meu primeiro amor

novembro 7, 2008

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A obra que abordarei hoje, na sessão Influência Cinematográfica se tornou outro grande clássico da Sessão da Tarde. Meu primeiro amor (1991), clássico global aborda a história do inocente amor entre duas crianças. A amizade transformada em romance logo foi interrompida pela cruel interferência da morte. E foi esse brutal acontecimento que marcou a mente dos jovens que assistiram ao longa-metragem. O descobrimento efêmero do amor e a necessidade de se estar próximo daquele por qual se nutre uma paixão, marcaram época transformando a obra em memorável.

Existem duas cenas que se tornaram marcantes nessa obra. A primeira, obviamente é do desengonçado beijo entre as duas crianças. Simples, bobo, plausível. A segunda é a cena que comove, busca fazer refletir e tentar impor um sentimentalismo de perda. É no velório de Thomas. Mas o destaque fica por conta da jovem Vada e o sentimento de dor que ela consegue transmitir.

Meu primeiro amor conta com uma ótima trilha sonora. O destaque fica pela canção My Girl, que dá o título original ao filme. Entre os atores, fica a recordação do jovem Macaulay Culkin e de seu par Anna Chlumsky. Abaixo, coloco um vídeo que traz a canção embalando algumas cenas do filme. Assista:

 

O Clube dos Cinco

novembro 5, 2008

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Hoje, trataremos de outro grande clássico da Sessão da Tarde. Clube dos cinco (1985) fez carreira na telinha global, cultivando pessoas de todas as idades com sua temática sobre as relações e necessidade constante de afirmação dos jovens no ensino médio. O filme busca refletir como nos importamos com nossas aparências, como necessitamos ser identificado com este ou aquele grupo para se sentir seguro, acolhido e aceito. A trama que instiga todos os adolescentes aliada a quantidade de vezes que o filme foi reprisado na Globo, o tornam mais do que indicado para a sessão Influência Cinematográfica.

A história gira em torno de cinco estudantes que precisam cumprir uma detenção no sábado de manhã, no colégio em que estudam. Assim, temos o atleta Andrew, o delinqüente John, a estranha Allison, o CDF Brian e a princesinha Claire. Inicialmente, as personalidades são tão diferentes que acabam gerando atrito, mas logo os adolescentes começam a compartilhar suas experiências. E é desse modo que percebem como são parecidos.

Entre as grandes cenas desse clássico juvenil, a que mais gosto e que mais recordo é quando Brian, o mais inteligente, escreve uma redação refletindo a opinião dos cinco dizendo quem pensavam ser. Como não achei o vídeo na internet, esse é o conteúdo do documento.

“Caro Sr. Vernon,

Aceitamos o fato de passarmos o Sábado no castigo por o que quer que seja que tenhamos feito errado. O que fizemos foi errado. Mas aceitamos que o Sr. É louco por nos passar uma redação descrevendo quem achamos ser. Desde quando se importa? O Sr. nos vê como quer ver. Nos termos mais simples, as definições mais convenientes. O Sr. nos vê como um cérebro, um atleta, uma louca, uma princesa e um criminoso. Certo?”

O Clube dos cinco foi escrito em apenas dois dias. O diretor e roteiristas era John Hughes (o mesmo de Curtindo a vida adoidado). No elenco, tínhamos Emílio Estevez (Andrew), Anthony Michael Hall (Brian), Judd Nelson (John), Ally Sheedy (Allison) e Molly Ringwald (Claire).

Caso alguém queira assistir ao filme, segue o link para download:

Clube dos cinco: http://www.megaupload.com/pt/?d=ZYK6DFW8 (Dublado)

Que fim levou?

outubro 28, 2008

Cameron Frye
Cameron Frye
Alan Ruck
Alan Ruck

Ontem, falamos de Curtindo a vida adoidado. Entre os principais atrativos do filme, tínhamos Cameron Frye, vivido por Alan Ruck, como o nervoso e inconstante amigo de Ferris Buller. Mas após esse longa-metragem, que outros projetos esse ator se envolveu? O ator hoje, participa de seriados de tv norte-americanos como Greek (2007-08) e Pysch (2008). Além disso, faz papéis secundários em alguns filmes. Mas antes disso, você já pode conferir Alan em Velocidade Máxima (outro clássico Global, de 1994), Nascido para Matar (1995) e Twister (1996).

Outra pessoa que não conseguiu muito sucesso depois da produção adolescente foi Sloane Peterson, a namorada de Ferris. Após a película, o filme mais relevante de Mia Sara foi o insosso Time Cop (1994), com Van Damme. Nos últimos anos, a atriz tem atuado cada vez menos. Sua última atuação em uma produção conhecida em terras brasileiras foi um papel em um único episódio de CSY:NY, em 2005.

Mia Sara, antes e depois

Mia Sara, antes e depois

 

Curtindo a vida adoidado

outubro 27, 2008

Hoje, falaremos do que, a meu ver, é o filme sinônimo da Sessão da Tarde. Curtindo a vida adoidado (1986), narra as divertidas peripécias de Ferris Bueller, um adolescente de classe média que decide matar a aula para aproveitar o dia ao lado de seu melhor amigo e de sua namorada. Só a proposta do filme já o torna interessante para o público, que passa as tardes vendo a Rede Globo. Mas ali, existe muito mais. Há todo um sentimento em volta de uma época que sempre parece já ter passado. O gostinho do passado sempre se reaviva ao assistir novamente o longa. O filme pode ser apenas uma diversão escapista, mas que diversão! Esse fato é mais do que suficiente para ele integrar, com honras, a sessão Influência Cinematográfica.

Destacar apenas uma seqüência desse filme é uma difícil, porém prazerosa tarefa. Bom, dentro de todas as cenas possíveis, talvez a que mais simbolize toda a rebeldia, a diversão, o fato de querer ir além e de aproveitar ao máximo, todos os momentos do dia acontece quando Ferris Buller surge, inesperadamente, cantando Twist and Shout do The Beatles, em um desfile. O clima contagiante, de diversão constante parece atingir seu ponto máximo ali. Tanto que, depois disto, pareces que os personagens embora felizes e brincando, surgem cansados, como que esgotados por um ápice de contentamento. Nada melhor do que re-assistir essa seqüência. Aproveite:

Ainda me sinto compelido a falar da atuação de Matthew Broderick como Ferris Bueller. A interpretação é tão boa e exagerada que o ator parece ter se eternizado como o personagem do filme. Sempre que o vejo em outra produção lembro imediatamente de Curtindo… A intensidade nas cenas e o sentimento de estar plenamente a vontade com o papel – que era de um adolescente com um carisma ímpar – que mesmo no fato de matar aula (que não é nem perto da gravidade que o filme dá) traz um irresistível convite para se curtir a vida.

 

Lagoa Azul

outubro 25, 2008

             

 

Sinceramente, o próximo filme dessa sessão só alcançou seu lugar pela intensa sensação que me trazia quando passava na Sessão da Tarde. Quando via o anúncio, pela centésima vez de Lagoa Azul (1980), ia buscar o que fazer. Posso afirmar que, em certo ponto, o longa foi um dos incentivadores para que eu estudasse e lesse mais. Antes de revê-lo não lembrava nem da história. Sabendo apenas, que era um filme água com açúcar em que dois irmãos crescem numa ilha deserta e paradisíaca e depois de tantos anos de convívio começar a transar, gerando um relacionamento atípico.

Acredito que a trama ainda pode ser colocada dessa forma. A obra, refilmagem de um filme inglês de 1949, com o mesmo nome, traz Brooke Shields, em um dos seus melhores momentos. Muito do preconceito que tenho, e imagino que os outros tenham, vinham das constantes reprises na tv. E dessa forma, sempre tratava com menosprezo e desprezo o filme. Mas, com calma e atenção, nessa volta ao passado é possível descobrir um ótimo longa-metragem. Em 1980, o filme gerou uma onda de comentários e discussões sobre a relação dos personagens. Mas, um dos aspectos que mais se destaca é a fotografia da película. Tanto que recebeu uma indicação ao Oscar.

De qualquer forma, Lagoa Azul possui todos os elementos que a população nacional parece adorar. Pessoas bonitas, lugar afrodisíaco, muitas cenas de sexo e uma trama baseada em preceitos católicos, que conduzem a discussão ética do filme a cada passo. Bom, coloco um trecho do filme para vocês aproveitarem.

 

Rocky – um lutador

outubro 20, 2008

Trinta e dois anos após seu lançamento, Rocky – um lutador, ainda consegue permanecer fixado em minha mente como uma das maiores influências cinematográficas do século XX. Para a minha geração (que hoje está na casa dos 20 anos), isso pode parecer absurdo, dado a freqüente associação entre o filme e a sempre vívida Sessão da Tarde, da Rede Globo. Entretanto, um olhar mais atento irá perceber muitas qualidades nesse primeiro exemplar da série Rocky. Atrás de todos os socos recebidos por Rocky Balboa (interpretado magistralmente por Sylvester Stallone) está uma significativa crítica a sociedade americana de consumo que enxerga apenas nas vitórias o valor das pessoas. Embora, mais importante que isso é a questão da esperança e da perseverança do sujeito quanto aos obstáculos que se colocam a sua frente. Na história do longa, o Garanhão Italiano (apelido do lutador) é um cobrador de dívidas de um agiota e um lutador de boxe de bairro, na cidade de Nova York. É então que, quando Apollo Creed, atual campeão mundial fica sem adversário para um próximo confronto, escolhe Rocky e lhe dá a chance que só a terra americana da oportunidade proporcionaria.

Dessa forma, o Garanhão Italiano (apelido que o levou a ser escolhido pelo apelo publicitário) tem que enfrentar não só a descrença geral, mas a sua própria. E, percebe, durante seu treinamento, que o importante não é vencer a luta, mas sim impor um duro duelo ao seu oponente, fazendo algo que ninguém havia feito ainda, ou seja, resistir de pé, até o fim do confronto. E isso se resume nessa frase do lutador ao seu carismático treinador: “Estive pensando, não importa mesmo que eu perca essa luta. Tampouco me importa se Creed abrir minha cabeça. Porque tudo o que eu quero é agüentar os 15 rounds. Ninguém conseguiu ir até lá com Creed. Se eu puder agüentar até o fim, o gongo tocar e eu ainda estiver de pé, saberei pela primeira vez na minha vida que não sou mais um boxeadorzinho do bairro”. Nada melhor então, do que mostrar essa incrível batalha. Assista a luta na íntegra, no vídeo abaixo:

Rocky – um lutador foi um grande sucesso nos cinemas americanos. O filme, que custou cerca de um milhão e foi produzido em 28 dias, arrecadou cerca de 120 milhões, em 1976. E mais, o longa esteve presente em nove categorias no Oscar do ano seguinte. Foram elas: Melhor filme, Melhor diretor: John G. Avildsen; Melhor roteiro original: Sylvester Stallone; Melhor ator: Sylvester Stallone; Melhor atriz: Talia Shire; Melhor ator coadjuvante: Burt Young e Burgess Meredith; Melhor trilha sonora, Melhor edição e Melhor som. Sendo vencedor de três estatuetas: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Edição.

Para maiores informações, confira esse especial: www.cinemacomrapadura.com.br/especiais/rocky_balboa