O Poderoso Chefão

outubro 31, 2008

A primeira vez que assiste O Poderoso Chefão (a trilogia), deveria ter cerca de 12 anos. Por acaso, na locadora, ainda na época do VHS, não havia grandes lançamentos e por indicação de um funcionário da loja, acabei levando o filme. Sem expectativas. Sem saber o que me esperava. Foi um choque. Uma mistura de sentimentos que raramente se abatem sobre uma pessoa, a não ser que ela esteja diante de uma obra-prima. Ao menos assim me parece até hoje. Cada tomada, enquadramento, composição do ambiente, atuação, tudo transformava aquela história em mais do que um simples entretenimento. Depois de assistir às três horas de cada filme, fiquei atordoado. O único objetivo que tinha era de repetir a experiência. Passei a alugar todos os filmes que continham mafiosos, uma família criminosa italiana ou que enfocassem minimamente algum aspecto que remetesse ao clássico de Coppola. Os anos se passaram, novos filmes foram lançados, mas nunca aquela sensação foi repetida. Por isso, comecei a rever O Poderoso Chefão. Já nem saberia mais dizer quantas vezes sentei e apreciei novamente a obra.

Quando criança, o gosto pelos tiroteios, pelo poder exercido por Don Coleone, pela incrível resolução do primeiro filme eram os motivos que mais me exaltavam. Revisitar a obra me ajudou com isso. Passei a ver mais do que aquilo. Passei a perceber as mudanças que vão se afligindo sobre o caráter das pessoas. Aprendi mais sobre os personagens e com isso me senti capacitado para entender melhor o comportamento humano. Não que quando criança, eu tenha visto o filme de uma forma imatura ou errada. Mas, tornar a revê-lo trouxe uma nova leitura, uma nova sensação. E isso que alça esse filme a um nível extraordinário. A cada final de semana chuvoso, a cada dia entediante, eu me sinto bem após assisti-lo. Se há um filme que define a sessão Influência Cinematográfica é este! Imagino que este post tenha ficado pessoal demais, mas todo o sentimento de nostalgia que me traz lembrar da obra só pode ser matado de uma forma. Assistindo. Então, aproveite você também e vá atrás do longa. Para aqueles que ainda não possuem, fiquem por enquanto, com o trailer legendado:

 

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Que fim levou?

outubro 31, 2008

O saudoso diretor Ed Rooney, de Curtindo a vida adoidado, foi um ator que teve seu talento reconhecido no cinema e na tv. Ao longo dos anos participou de vários filmes aclamados pela crítica e amados pelo público. Jeffrey Jones, 62 anos, atuou em: Amadeus, Os fantasmas se divertem, Advogado do Diago. Dr. Dolitle 2 e Stuart Litle. Ao todo, são mais de 50 filmes no currículo do interprete. Recentemente pode ser visto como ator regular na brilhante Deadwood, da HBO. A trama gira em torno do surgimento de uma cidade no meio oeste americano e a chegada de um novo delegado que tenta instaurar a lei no local. Na série, Jefrrey interpretava A. W. Merrick, o único jornalista da cidade. Nela, embora este não seja o foco principal, discussões éticas sobre a melhor forma de noticiar o desenvolvimento do lugar e as pressões pela publicação de fatos que contribuíssem numa melhor imagem do garimpo eram constantes.

A nota lamentável fica pela prisão do ator em 2003, por posse de pornografia infantil e por ter pagado para fazer sexo com um rapaz de 14 anos. A pena foi branda e Jeffrey precisou apenas fazer um tratamento com uma profissional para controlar seus instintos. Além de ter seu nome no rol de criminosos sexuais.

Diretor Rooney

Jeffrey Jones ou Diretor Rooney, preso por pedofilia

Réquiem para um sonho

outubro 30, 2008

Como o último filme comentado aqui, esse também traz uma música que sempre o identifica. Entretanto, ao contrário da canção do The Verve, tocada na seqüência final de Segundas Intenções, a música do gênero trance psicodélico (vertente do eletrônico) Juice, da dupla de djs Banzi e Riktam, conhecidos como GMS (Growling Mad Scients), toca constantemente em Réquiem para um sonho, atormentando tanto os espectadores como os personagens da obra. Esse longa-metragem de 2000 é o segundo dirigido por Darren Aronofsky (o anterior foi Pi e o posterior chama-se Fonte da Vida) e é uma adaptação do livro Last Exit Brooklyn, nunca traduzido para o português.

Eu poderia chamar atenção para os outros aspectos do filme, principalmente sobre a história com sua visão desesperadora sobre os vícios, sonhos e aspirações de quatro personagens. Mas isso não cairia bem aqui. Prefiro falar do título cult que a película alcançou. Isso, obviamente tem relação com o tema a ser explorado em tela. Embora, o que chama atenção, é a montagem realizada. Enquanto um filme tradicional, com cerca de 100 minutos possui de 600 a 700 cortes Réquiem para um sonho, tem mais de dois mil. Só relatei esses números para ficar clara à sensação de desconforto com o que passa na tela. Todas as angústias e sensações vívidas pelos personagens são partilhadas com o telespectador.

Bom, antes eu havia falado da música que preenche a mente juntamente com os takes que nunca se completam, sempre sendo cortados antes que cheguem a um fim. Mas, para passar um pouco da experiência, nada melhor que assistir a um vídeo e ter você mesmo a experiência. Confira:

 

Segundas Intenções

outubro 29, 2008

 

Primeiro grande beijo lésbico adolescente que eu assisti no cinema. Real, muito bonito, extremamente ousado. Esse é motivo principal que me leva a escolher esse filme para compor a sessão Influência Cinematográfica. Simples e direto. Segundas Intenções (1999) é um jogo de sedução feito para um público jovem. Com um elenco de jovens atores (relativamente) conhecidos e em ascensão, como: Sarah Michelle Gellar (Buffy), Ryan Phillippe e Reese Witherspoon (Legalmente Loira), essa obra juntava muitas das aspirações dos jovens. Riqueza, conforto, beleza e claro, sua dose de inveja, ciúme, traições e chantagens. O filme logo ficou alçado como cinema cult, embora seja muito conhecido, tudo isso pelo apelo sexual que gera em todos os públicos. Ao beijo lésbico, as cenas de incitação sexual, o longa-metragem trazia uma trilha sonora marcante. Entre todas as músicas, uma se tornou o hino do filme. Aquele som que remete imediatamente as cenas assistidas. A música encerra a obra. Confira a seqüência final, ao som de Bittersweet Symphony, do The Verve:

A sensualidade dos personagens é posta à prova a cada cena. E o resultado não poderia ser melhor. Com um custo de produção de 11 milhões, o filme não fez sucesso imediato nos cinemas, mas sim nas locadoras que adquiriu seu status de obra referenciada. Buscando ganhar mais algum dinheiro com essa obra, logo foram feitas duas improváveis seqüências, no melhor estilo caça níquel.

 

Pânico

outubro 28, 2008

Na 15° influência cinematográfica desse blog, falaremos de um filme que sozinho, basicamente, criou um novo gênero. Pânico (1996) é uma produção de terror adolescente dirigida por Wes Craven. Mas o que essa obra tem de mais? Simples. Conseguiu alavancar um gênero, o de terror, que por anos passava por um ostracismo. E isso foi feita de uma forma bem simples. Ao invés de monstros ou assassinos deformados, utilizaram aqui, alguma pessoa normal com um intenso e confuso desejo pela morte. Mas esse não é o mérito maior do longa. E sim, sua capacidade de conseguir parodiar o próprio gênero. Percebam Randy (o personagem viciado por filmes de terror) que a todo instante solta regras e convenções para descobrir quem vai sobreviver nesse tipo de obra. E vejam como no filme esses preceitos são seguidos.

Outro motivo para o sucesso da franquia Pânico fica pela capacidade de humor negro com as situações que o filme apresenta. Isso ficou marcado como característica do gênero e podemos conferir isso em Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, Lenda Urbana e tantos outros. Ou vai dizer que você nunca assistiu um terror adolescente? É só responder. Um serial killer a solta, um bando de jovens interpretados por atores desconhecidos, o som crescente para demarcar as cenas de tensão, litros de sangue falso, alguns personagens que servem como alívio cômico (humor negro) e como cenário uma universidade, uma cidade do interior ou um colégio. Por fim, uma protagonista feminina que começa a entender que as mortes possuem como ponto final o seu assassinato. E aí, já assistiu a algum filme do gênero?

Por todo esse motivo, Pânico merece ser lembrado aqui. Para dar aquele gostinho nostálgico, colocarei aqui os minutos que introduzem a história. Atentem para Drew Barrymore, no papel de adolescente assustada. Aproveitem:

Que fim levou?

outubro 28, 2008

Cameron Frye
Cameron Frye
Alan Ruck
Alan Ruck

Ontem, falamos de Curtindo a vida adoidado. Entre os principais atrativos do filme, tínhamos Cameron Frye, vivido por Alan Ruck, como o nervoso e inconstante amigo de Ferris Buller. Mas após esse longa-metragem, que outros projetos esse ator se envolveu? O ator hoje, participa de seriados de tv norte-americanos como Greek (2007-08) e Pysch (2008). Além disso, faz papéis secundários em alguns filmes. Mas antes disso, você já pode conferir Alan em Velocidade Máxima (outro clássico Global, de 1994), Nascido para Matar (1995) e Twister (1996).

Outra pessoa que não conseguiu muito sucesso depois da produção adolescente foi Sloane Peterson, a namorada de Ferris. Após a película, o filme mais relevante de Mia Sara foi o insosso Time Cop (1994), com Van Damme. Nos últimos anos, a atriz tem atuado cada vez menos. Sua última atuação em uma produção conhecida em terras brasileiras foi um papel em um único episódio de CSY:NY, em 2005.

Mia Sara, antes e depois

Mia Sara, antes e depois

 

Curtindo a vida adoidado

outubro 27, 2008

Hoje, falaremos do que, a meu ver, é o filme sinônimo da Sessão da Tarde. Curtindo a vida adoidado (1986), narra as divertidas peripécias de Ferris Bueller, um adolescente de classe média que decide matar a aula para aproveitar o dia ao lado de seu melhor amigo e de sua namorada. Só a proposta do filme já o torna interessante para o público, que passa as tardes vendo a Rede Globo. Mas ali, existe muito mais. Há todo um sentimento em volta de uma época que sempre parece já ter passado. O gostinho do passado sempre se reaviva ao assistir novamente o longa. O filme pode ser apenas uma diversão escapista, mas que diversão! Esse fato é mais do que suficiente para ele integrar, com honras, a sessão Influência Cinematográfica.

Destacar apenas uma seqüência desse filme é uma difícil, porém prazerosa tarefa. Bom, dentro de todas as cenas possíveis, talvez a que mais simbolize toda a rebeldia, a diversão, o fato de querer ir além e de aproveitar ao máximo, todos os momentos do dia acontece quando Ferris Buller surge, inesperadamente, cantando Twist and Shout do The Beatles, em um desfile. O clima contagiante, de diversão constante parece atingir seu ponto máximo ali. Tanto que, depois disto, pareces que os personagens embora felizes e brincando, surgem cansados, como que esgotados por um ápice de contentamento. Nada melhor do que re-assistir essa seqüência. Aproveite:

Ainda me sinto compelido a falar da atuação de Matthew Broderick como Ferris Bueller. A interpretação é tão boa e exagerada que o ator parece ter se eternizado como o personagem do filme. Sempre que o vejo em outra produção lembro imediatamente de Curtindo… A intensidade nas cenas e o sentimento de estar plenamente a vontade com o papel – que era de um adolescente com um carisma ímpar – que mesmo no fato de matar aula (que não é nem perto da gravidade que o filme dá) traz um irresistível convite para se curtir a vida.

 

Links

outubro 27, 2008

Desde o começo desse blog, venho relembrando filmes que de certo modo marcaram época ou que moldaram (em boa parte, imagino) o gosto pelo cinema. Tentando facilitar o acesso do público a esses filmes, coletei links de alguns deles na internet. Assim, alguns remeterão a outros blogs, enquanto outros irão direto para os sites que hospedam o arquivo. Caso alguém tenha dúvida sobre os procedimentos para se fazer o download ou para visualizar o arquivo do modo correto, entrem em contato pela sessão de comentários. Enquanto isso aproveitem algum dos filmes aqui mencionados.

De Volta para o Futuro – Trilogia
http://www.os-pirata.org/2007/11/de-volta-para-o-futuro-trilogia_30.html

Débi e Lóide
http://www.badongo.com/pt/vid/385381 (8 partes)
Legenda

Um sonho de Liberdade
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Forrest Gump (dublado)
http://www.megaupload.com/pt/?d=KEVBOQRW parte 1
http://www.megaupload.com/pt/?d=AI4INTIW parte 2
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http://www.megaupload.com/pt/?d=Y4VMWYZ8 parte 5
http://www.megaupload.com/pt/?d=V1XICIKG parte 6
http://www.megaupload.com/pt/?d=RSTL5Z4C parte 7

Cães de Aluguel
http://www.megaupload.com/pt/?d=OVXKNRKI – RMVB

Rocky – Saga completa
http://mp3filmesgratis.blogspot.com/2008/09/filmes-rocky-balboa-saga-completa.html

Curtindo a Vida Adoidado

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Donnie Darko

Parte 1/ Parte 2/ Parte 3/ Parte 4

Matrix

outubro 26, 2008

Hoje, falaremos sobre a melhor ficção dos anos 90: Matrix (1999). Aliando uma boa história com uma brilhante execução dos aspectos técnicos, o filme dos irmãos Wachowski rapidamente se tornou em um campeão de crítica e público, sendo até hoje lembrado por suas inúmeras qualidades. Além disso, trazia um elenco (Keanu Reeves, Laurence Fishburne e Carrie Anne-Moss) que se encaixou perfeitamente na trama, todos muito bem na primeira saga do que se tornaria a trilogia Matrix.

Mas, o que faz esse filme inesquecível, marcou época e se transformou em moda foi um novo efeito especial: o bullet time. Daí vem o merecimento de influência cinematográfica. A técnica ficou consagrada na famosa cena em que Neo (Reeves) desvia de uma seqüência de tiros do Agente Smith (Hugo Weaving). Foi preciso muito trabalho para realizar essa cena. Para tirar da teoria e colocar em prática, os diretores precisaram utilizar muitas câmeras que estivessem em volta de Neo. Assim, em um estúdio azul, o ator treinou os movimentos com os braços e pernas e depois os realizou rapidamente. Então, a edição e a inclusão dos efeitos especiais fizeram o restante. Com uma lenta rotação em 360° graus, a adição de sons das balas e do cenário concluir em uma tomada impecavelmente realizada. Confira a cena, são apenas 10 segundos:

Como vocês puderem conferir, é incrível a realização da cena. Tanto que acabou se banalizando no cinema contemporâneo. Até comédias como: Os Picaretas, Todo mundo em Pânico e Gigolô por acidente passaram a abusar desse efeito especial. Mas, outras seqüências ainda podem ser destacadas em Matrix, sendo que a invasão no prédio federal, acaba sendo até mais intenso que o momento apresentado no vídeo acima.

 

Ícones heróicos

outubro 26, 2008

Batman (Roelton) e o Sr. Incrivel (eu)
Batman (Roelton) e o Sr. Incrível (eu)

Conflito de épocas. De um lado, o espartano e do outro o moderno Sr. Incrivel

Festas à fantasia são um ótimo lugar para referenciar o cinema. Na última sexta-feira, alguns sujeitos que conduzem projetos semelhantes ao meu (ou seja, blogs como projetos experimentais no Ielusc), compareceram a uma boate de Joinville, SC, vestidos à carater. Vejas as fotos

Sr. e Sra Incrivel

Sr. e Sra Incrível

A pirata, Sr. Incrivel e o Rei

A pirata, Sr. Incrível e o Rei

Jesus, Sócrates ou Imperador Marco Antônio? E ao lado, Chapolin

Jesus, Sócrates ou Imperador Marco Antônio? E ao lado, Chapolin